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EUA vão analisar contas de estudantes em redes sociais para decidir se liberam visto; entenda

Todos os solicitantes deverão ajustar configurações de privacidade de seus perfis para o modo 'público', permitindo que informações possam ser verificadas

26 jun 2025 - 18h57
(atualizado em 26/6/2025 às 12h26)
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A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil anunciou, nesta quarta-feira, 25, novas diretrizes para triagem e verificação de vistos, incluindo a análise da presença online nas redes sociais de todos os solicitantes de vistos de estudante e de intercâmbio nas categorias não-imigrantes F, M e J. Para isso, todos os solicitantes desses vistos devem deixar seus perfis abertos nas redes sociais.

"Utilizamos todas as informações disponíveis durante a triagem e verificação de vistos para identificar solicitantes inadmissíveis aos EUA, especialmente aqueles que representam uma ameaça à segurança nacional", afirma a embaixada americana.

"Obter um visto para os EUA é um privilégio, não um direito", completa.

Todos aqueles que desejam estudar nos EUA poderão ter as redes sociais 'vasculhadas'.
Todos aqueles que desejam estudar nos EUA poderão ter as redes sociais 'vasculhadas'.
Foto: Clayton de Souza/Estadão / Estadão

A Embaixada também informou que os consulados retomarão em breve o agendamento de entrevistas para essa categoria de visto. "Os solicitantes devem consultar o site da Embaixada ou Consulado para verificar a disponibilidade de datas e horários para agendamento", afirma.

A emissão de vistos americanos para estudantes foi suspensa no final de maio, em meio à "guerra" entre Trump e Harvard, em que o presidente americano tentou impedir estudantes estrangeiros de entrarem no país para estudar na universidade que é uma das mais renomadas do mundo. A Justiça dos EUA, porém, barrou a medida.

A briga entre o governo americano e a universidade se deu por Harvard se recusar a seguir uma cartilha de regras da Casa Branca que obrigaria a instituição a, entre outros pontos, revisar suas políticas internas, incluindo a de diversidade, reduzir o poder de professores e alunos. A recusa gerou retaliação por parte de Trump, que congelou o financiamento da instituição e gerou a tentativa de impedir estrangeiros na universidade americana.

O governo norte-americano já havia imposto algumas exigências de triagem em redes sociais para emissão de vistos, mas voltadas para os estudantes que estavam retornando aos Estados Unidos e poderiam ter participado dos protestos contra a guerra na Faixa de Gaza. Agora, a condição será ampliada a todos aqueles que desejam estudar nos EUA.

Ao todo, os EUA tinham 1,1 milhão de estudantes estrangeiros em 2023-2024, segundo o relatório anual do Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado com o Instituto de Educação Internacional.

O Brasil é o 9.º país que mais envia estudantes para os Estados Unidos. Eram 16,8 mil brasileiros no ano letivo de 2023-2024, o que representa um aumento de 5,3% em relação ao ano anterior. A grande maioria era de alunos da graduação e pós-graduação.

O governo americano enfatizou, no comunicado emitido pela embaixada, "que cada decisão sobre a concessão de visto é, acima de tudo, uma decisão de segurança nacional. Os EUA devem manter vigilância rigorosa durante o processo de emissão de vistos para garantir que os solicitantes não representam risco à segurança dos americanos e aos interesses nacionais".

"Todos os solicitantes devem comprovar de forma credível sua elegibilidade para o tipo de visto solicitado, incluindo a intenção de participar exclusivamente de atividades compatíveis com os termos de sua admissão", completa.

Estadão
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