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Acusado de roubar prova do Enem diz que agiu de "boa fé"

11 out 2009 - 23h17
(atualizado às 23h45)
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O principal suspeito no envolvimento no esquema de roubo da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em setembro deste ano, afirmou que agiu de "boa fé" e que sua intenção era apenas denunciar a fragilidade da segurança do sistema. "O que eu queria fazer era mostrar que o Enem não era tão seguro", afirmou Felipe Pradella em entrevista, veiculada neste domingo pelo programa Fantástico, da Rede Globo.

Segundo a reportagem, Felipe Pradella arrumou um emprego temporário, trabalhando como conferente para o consórcio Conassel, contratado pelo governo federal para elaborar o Enem. O serviço era dentro da gráfica Plural, onde as provas foram impressas.

A Polícia Federal (PF) afirma que é Pradella quem aparece nas imagens da câmera de vigilância, roubando um dos testes.

"Não peguei prova nenhuma. Esse papel é o papel da relação onde eu anotava tudo. Eu tinha uma planilha onde eu anotava tudo que entrava aqui e saia", disse Pradella ao Fantástico.

Segundo a reportagem, o também suspeito de envolvimento no crime, Marcelo Sena, disse que foi Pradella quem insistiu para que ele, Sena, retirasse a prova da gráfica. Versão distinta da de Pradella, que diz que foi Marcelo quem pegou a prova.

Ao todo, cinco pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal por participação no vazamento da prova. O empresário e publicitário Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid foram indiciados no sábado, dia 3 de outubro, pelos crimes de violação de sigilo funcional e equiparação a funcionário público.

Na última segunda-feira, foi a vez de Pradella, Marcelo Sena e Felipe Ribeiro funcionários temporários da Cetro, empresa que fazia parte do consórcio Connasel, serem indiciados por peculato, quebra de sigilo funcional e equiparação a funcionário público. Pradella, que já tinha antecendente criminal por soltar balão e é acusado de ameaçar a jornalista Renata Cafardo, do jornal O Estado de S. Paulo, também foi indiciado por extorsão.

De acordo com a polícia, as investigações começaram com a notícia da participação do Craid, que prestou depoimento no dia 3 de outubro à Polícia Federal. Ele disse que Pradella, seu amigo de infância, tinha obtido as duas provas do Enem e o procurou para que tentassem vender a prova à imprensa. Ambos foram então procurar o empresário Luciano Rodrigues, que intermediou o contato com os veículos de imprensa (O Estado de S. Paulo, TV Record e Folha de S.Paulo, entre outros).

A primeira prova teria sido furtada no dia 21 de setembro, quando Pradella pediu que Felipe Ribeiro o ajudasse. Ribeiro, que trabalhava na área de impressão do Caderno 1 do Enem, saiu com a prova escondida na cueca e a entregou a Pradella. No dia seguinte, o Caderno 2 do Enem foi furtado pelo próprio Pradella, com a ajuda do amigo Marcelo Sena, que escondeu a prova em sua camisa. A Polícia Federal tem imagens que mostram Sena deixando a sede da gráfica com a prova do Enem escondida na camisa.

O Connasel havia vencido a licitação no valor de R$ 116 milhões, dos quais, R$ 38 milhões, referentes aos custos de impressão, já haviam sido pagos pelo governo.

Cerca de 4,1 milhões de estudantes se inscreveram para participar da prova. Os alunos de escolas particulares que desistirem de fazer o Enem poderão ter o dinheiro da inscrição devolvido. Para isso, terão que encaminhar ao Inep a solicitação.

A nova prova do Enem foi marcada pelo MEC para os dias 5 e 6 de dezembro.

Fonte: Redação Terra
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