Em meio a protestos, Senado chileno vota orçamento da educação
24 nov2011 - 12h50
(atualizado às 12h51)
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O Senado chileno vota nesta quinta-feira o Orçamento 2012 referente à educação, depois da Câmara dos Deputados não aprovar a proposta do governo. Ontem, os outros 26 itens que compõem o orçamento foram debatidos e aprovados, mas os senadores concordaram em realizar uma sessão especial para a educação, diante dos protestos do movimento estudantil por reformas no setor. As informações são da Agência Ansa.
Os parlamentares da oposição e os independentes anteciparam que rechaçarão os fundos destinados ao segmento porque consideram "insuficiente" a última proposta do governo.
O presidente da Comissão de Educação do Senado, Jaime Quintana, da oposição, afirmou, no entanto, que o Executivo poderia apresentar uma nova proposta com mais recursos, o que é negado por fontes do Palácio La Moneda, sede da Presidência.
Um dos cenários mais esperados é que os senadores de oposição se abstenham ou abandonem a sala no momento da votação. Caso isso aconteça, os governistas poderiam aprovar a manutenção dos mesmos fundos destinados para 2011, ou seja, US$ 781 milhões menos que o proposto para este ano.
Por sua vez, representantes da Confederação de Estudantes do Chile (Confech) e do Conselho de Reitores, que estarão presentes na votação de hoje no Congresso, consideraram insuficientes as propostas da oposição e do governo em relação ao erário público.
Na terça-feira, a Câmara dos Deputados rechaçou, pela diferença de quatro votos, a parcela do orçamento que o governo pretendia destinar à educação, argumentando que os recursos ignoram a reforma estrutural demandada pelo movimento estudantil há sete meses.
Os estudantes sairão hoje às ruas de Santiago para mais um dia de protestos, ignorando a proibição da realização da marcha pela prefeitura da capital. Antes do início da manifestação, porém, já foram registrados incidentes envolvendo manifestantes encapuzados e a polícia. O confronto aconteceu nos arredores do Liceu Artístico Experimental, no bairro de Quinta Normal, após cerca de 20 pessoas instalarem barricadas em frente à escola.
De acordo com a polícia, os manifestantes se refugiaram no interior da instituição de ensino de onde lançaram pedras contra os homens da segurança pública.
A polícia chilena utilizou jatos de água e bombas de gás para conter manifestação estudantil
O primeiro protesto estudantil no Chile foi realizado no dia 28 de abril de 2011; seis meses depois, os jovens continuam enfrentando a polícia, tirando a roupa para cobrar mais investimento e mostrando para o mundo a 'falência' do modelo educacional do País, herdado do governo do ditador Augusto Pinochet. Veja em 60 fotos os seis meses de manifestações
Foto: Terra
A estudante Camila Vallejo foi considerada a musa do movimento e lidera as marchas que reunem milhares de estudantes no País
Foto: Divulgação
28 de outubro - Os estudantes não entraram em acordo com o governo, que, segundo os jovens, apresentou propostas insuficientes
Foto: Reuters
28 de outubro - Um grupo de alunos tentou instalar um acampamento no leito seco do rio Mapocho e foi reprimido por policiais
Foto: Reuters
28 de outubro - Estudantes protestaram em Santiago contra a classe política chilena e por uma educação gratuita e de qualidade
Foto: Reuters
19 de outubro - Camilla Vallejo, líder dos protestos, fez discurso para condenar a repressão policial aos estudantes
Foto: EFE
19 de outubro - Barricadas montadas pelos jovens causaram transtornos no trânsito de Santiago
Foto: EFE
19 de outubro -Jovem fez protesto bem humorado durante marcha na qual vários estudantes foram detidos
Foto: Reuters
19 de outubro - Os protestos estudantis ganharam apoio da população, principalmente da classe média
Foto: Reuters
19 de outubro - Policiais se preparavam para o confronto com estudantes em marcha que reuniu milhares de estudantes
Foto: Reuters
19 de outubro - Os estudantes não entraram em acordo com o governo, que enviou dois projetos de lei ao Congresso para promover mudanças na área
Foto: Reuters
Polícia avança contra estudantes que armaram acampamento às margens do rio Mapocho em Santiago, capital do Chile
Foto: Victor Ruiz Caballero / Reuters
19 de outubro - Fantasiados de 'galáticos' jovens se somaram a uma multidão que protestou por mais investimento em educação
Foto: Reuters
19 de outubro - A polícia usou jatos de água para reprimir os manifestantes em uma grande marcha em Santiago
Foto: Reuters
19 de outubro - Chilenas tiraram a roupa para cobrar mais investimento na educação em protesto que reuniu milhares de manifestantes na capital Santiago
Foto: EFE
19 de outubro - Estudantes montaram barricadas pelas ruas de Santiago e foram reprimidos pela polícia
Foto: Reuters
14 de setembro - Com pernas de pau, jovem se uniu à marcha em Santiago
Foto: Reuters
14 de setembro - Durante marcha, jovem pede o fim do lucro das instituições privadas, que recebem incentivos do governo e cobram altas mensalidades
Foto: Reuters
3 de setembro - Considerada a musa das manifestações, a estudante chilena Camila Vallejo comandou marcha pelo centro da capital Santiago
Foto: Reuters
14 de setembro - Camilla Vallejo se protege do gás lacrimogênio durante marcha pela capital Santiago
Foto: Reuters
3 de setembro - Após reunião com o presidente Sebastián Piñera, a líder estudantil Camila Vallejo rejeitou as propostas do governo para melhorar a educação
Foto: Reuters
2 de setembro - Apesar dos confrontos com a polícia, os protestos no Chile foram marcados pela criatividade
Foto: Reuters
2 de setembro - Em marcha, jovens pediram para acabar com o sistema educacional herdado da ditadura de Augusto Pinochet
Foto: Reuters
2 de setembro - Estudantes criticaram o modelo educacional, no qual não há universidades gratuitas e em que só 40% dos colegiais frequentam escolas públicas gratuitas
Foto: Reuters
2 de setembro - Garotas tiraram a roupa e pintaram o corpo para protestar
Foto: Reuters
18 de agosto - Representando uma caveira, jovem acompanhou os protestos em Santiago
Foto: Reuters
18 de agosto - Amigas usaram máscaras representando os mais de 30 dias de greve de fome de estudantes que cobram mais verba para a educação
Foto: Reuters
18 de agosto - Com tambores, os jovens pediram que o ensino superior fosse gratuito no Chile
Foto: Reuters
18 de agosto - Nem o frio e a chuva impediram que os estudantes saíssem de casa para protestar
Foto: Reuters
9 de agosto - Mãe levou a filha para participar da marcha estudantil
Foto: EFE
9 de agosto - Estudantes secundaristas se somaram ao protesto dos universitários para cobrar o fim do lucro na educação
Foto: EFE
29 de julho - Um panelaço fez parte da manifestação estudantil
Foto: EFE
29 de julho - Na data em que se comemora o Dia das Crianças no Chile, palhaços foram às ruas para protestar
Foto: EFE
29 de julho -Acampados em uma escola pública, jovens faziam greve de fome para pressionar o governo
Foto: AFP
25 de julho -Mesmo com a forte repressão, os estudantes não desistiram de protestar em Santiago
Foto: AFP
25 de julho -Estudantes enfrentaram os policiais e foram reprimidos com jatos de água e gás lacrimogênio
Foto: AFP
25 de julho - Em cada manifestação, dezenas de jovens foram presos pela polícia
Foto: AFP
25 de julho - Jovem carregou caixão representando a morte da educação pública no Chile
Foto: AFP
20 de julho - 'Hoje me mobilizo para amanhã estudar', dizia cartaz carregado por menino
Foto: AFP
19 de julho - Os estudantes também foram para as ruas vestidos de super-heróis
Foto: AFP
19 de julho - Jovens lotaram as ruas da capital e chamara a atenção com fantasias e acrobacias
Foto: AFP
19 de julho -De Chapolin a Super-Homem, estudantes usaram a criatividade para protestar
Foto: AFP
19 de julho - Estudantes se vestiram de super-heróis durante protesto
Foto: AFP
19 de julho - Uma multidão fantasiada se uniu à manifestação contra a política educacional do governo chileno
Foto: AFP
14 de julho - Vestido de pirata, jovem disse que a educação é o tesouro do País
Foto: AFP
7 de julho - Em um dos criativos protestos, os estudantes transformaram as ruas de Santiago em uma praia
Foto: AFP
7 de julho - Os jovens simularam uma praia para protestar contra a antecipação das férias escolares, medida anunciada pelo governo como forma de reduzir as manifestações
Foto: AFP
7 de julho - Os estudantes levaram guarda-sol, cadeiras e toalhas para as ruas da capital
Foto: AFP
7 de julho - O violão fez companhia para os estudantes que aproveitavam as 'férias' na capital
Foto: AFP
7 de julho - Com panos azuis, até o mar fez parte do protesto estudantil em Santiago
Foto: AFP
7 de julho - Estudantes passaram protetor solar durante a tarde de manifestação em Santiago
Foto: AFP
6 de julho - Um beijaço coletivo também foi organizados pelos jovens para chamar a atenção das autoridades
Foto: AFP
6 de julho - Estudantes fizeram protesto pelas ruas de Santiago chamado de Festa do Beijo
Foto: AFP
6 de julho - Os jovens não gostaram das medidas anunciadas pelo governo para melhorar a educação e, no novo protesto, distribuíram beijos
Foto: AFP
6 de julho - Diversos casais participaram de protesto na capital chilena
Foto: AFP
6 de julho - Centenas de jovens se somaram ao beijo coletivo pela educação
Foto: AFP
6 de julho - Jovens usaram a criatividade para pedir mais investimento nas escolas e universidades
Foto: AFP
30 de junho - Estudantes encenam a morte da educação em protesto pelas ruas de Santiago
Foto: AFP
30 de junho - Vestidas de preto, jovens representaram a 'morte' da educação chilena
Foto: AFP
30 de junho - Alunos tiraram suas roupas e, com cartazes, cobraram mais recursos para as escolas públicas
Foto: AFP
12 de maio - Nas primeiras manifestações, a polícia já reprimia com violência a ação dos estudantes
Foto: AP
12 de maio - Primeiros protestos reuniam estudantes indignados com a política educacional do governo chileno
Foto: AP
19 de outubro - Encapuzado, estudante enfrentou os jatos de água dos policiais
Foto: AP
12 de maio - Jovens ergueram a bandeira do Chile durante manifestação
Foto: AP
12 de maio - em um dos primeiros protestos pela educação, estudantes enfrentaram a polícia; desde o início dos confrontos, em abril, até outubro dezenas de jovens haviam sido detidos e um morreu nos confrontos com a polícia