É melhor universidade pública ou particular? Depende para quê

Outros fatores acadêmicos, além da cobrança de mensalidade, podem influenciar a escolha por uma universidade privada ou não

7 out 2020
11h10
atualizado em 20/10/2020 às 11h53
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Qual a principal diferença entre uma universidade pública e uma particular? A única resposta precisa, neste caso, é a cobrança da mensalidade. Para todos os outros pontos - como infraestrutura, qualificação do corpo docente e gastos secundários envolvidos no processo -, as respostas variam de acordo com o curso escolhido, a localização do câmpus e as perspectivas futuras do estudante.

"Em linhas gerais, as instituições públicas têm um nível de excelência em ensino e pesquisa, são acessíveis às classes sociais diversas e ampliam a vivência universitária. Por outro lado, as particulares de alto nível estão sempre reinventando suas estratégias de ensino, agregando tecnologias de forma mais rápida até pelos recursos que ofertam", explica Milena Greve, orientadora profissional da Coordenadoria de Futuro e Carreiras do Colégio Bandeirantes.

Objetividade

A empregabilidade é um fator que pode ser influenciado pela categoria de instituição escolhida. Instituições particulares costumam contar com um corpo acadêmico em contato mais direto com o mercado de trabalho, com professores sendo ao mesmo tempo funcionários ou diretores de empresas. Já as públicas oferecem boas oportunidades para a construção do famoso networking. Em geral, há centros acadêmicos ou outros organismos que agregam os alunos e favorecem a socialização ou mesmo o início de parcerias profissionais.

Para quem busca desenvolver uma carreira acadêmica ou de pesquisa, as instituições públicas costumam ser as mais indicadas, por agregar centros e grupos de pesquisa muitas vezes envolvidos em projetos vinculados a instituições como laboratórios farmacêuticos, centros de tecnologia ou entidades governamentais.

Acostumada a acompanhar as dúvidas dos alunos, Milena busca evitar que as decisões sejam baseadas em uma dicotomia simplista entre "instituição boa ou ruim". Ela estimula que a comparação seja feita tendo como base o que o estudante imagina como projeto de vida, o que ele gostaria de ter como suporte intelectual e profissional. Em alguns casos, cursos com a mesma nomenclatura podem ter a grade curricular completamente diferente, a depender da instituição. Nesse caso, é importante que o estudante tenha já uma ideia de qual direcionamento parece mais alinhado ao seu projeto de futuro.

Experiência

Um exemplo claro é a possibilidade de internacionalização. Algumas instituições já preveem intercâmbios ou estágios internacionais no currículo, enquanto outras não projetam essa experiência no exterior na graduação. Se para o estudante for importante ter essa vivência, vale escolher um curso com esse potencial, independentemente de ser feito em instituição pública ou privada.

Além disso, muitas vezes vale fazer a conta na ponta do lápis. Para um aluno que vive na capital, estudar em uma universidade pública no interior vai demandar um custo com moradia que pode ser mais alto do que pagar uma mensalidade de uma universidade privada. Por outro lado, a oportunidade de mudar de cidade e passar alguns anos em uma rotina bem diferente é uma chance de desenvolver mais autonomia.

Por fim, o aluno pode ir às universidades onde considera estudar. Como em quase tudo na vida, também na escolha da graduação pode valer aquele ditado de que "a primeira impressão é a que fica".

"Quando é possível, fazer uma visita à instituição de ensino é o cenário ideal. Isso permite uma primeira vivência das diversas características do lugar. O aluno pode se identificar de modo não racional, sentir que combina com aquele lugar. Essa identificação passa por diversos aspectos, como os valores da instituição, o papel social e o que ela devolve para a sociedade. São aspectos que irão cercar o aluno nos anos seguintes, como a primeira bagagem que estão construindo em sua maturidade", afirma a orientadora do Bandeirantes.

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Estadão
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