Dia do Psicólogo: tire as principais dúvidas sobre o curso e a profissão

Em comemoração à data, listamos algumas das perguntas mais frequentes sobre a graduação e o trabalho destes profissionais

27 ago 2020
09h10
atualizado às 11h16
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27 de agosto. Neste mesmo dia, mas em 1962, o presidente João Goulart sancionou a Lei 4.119, que regulamenta a profissão de psicólogo no Brasil. De lá para cá, a data passou a ser utilizada para a celebrar o Dia do Psicólogo, em homenagem ao profissional que estuda o comportamento humano e pode atuar no diagnóstico, tratamento e prevenção de distúrbios emocionais e de doenças mentais.

Quem destaca a frase acima é a psicóloga, orientadora profissional e fundadora do projeto Ritus, Kátia Ura. Para ela, um fator que explica bem a multidisciplinaridade da área é o fato de que, "onde há gente, a psicologia pode ser útil". Com isso, muitos estudantes acabam procurando o curso pelo desejo de "compreender a alma humana" e só definem como atuar na prática durante a graduação.

"O século 21, sobretudo agora com a pandemia, é marcado pelas chamadas 'doenças da alma'. Depressão, ansiedade, doenças psicossomáticas: tudo isso faz com que a psicologia seja vista com menos preconceito do que antes e haja menos resistência na adesão à terapia", explica. Em celebração ao Dia do Psicólogo, ouvimos Kátia Ura sobre algumas das dúvidas mais frequentes sobre a profissão.

A psicologia é uma ciência? Como conceituá-la?

A expressão psicologia vem das palavras gregas 'psyché' (alma, espírito) e 'logos' (estudo, razão, compreensão). Ou seja, significa 'estudo da alma', 'compreensão da alma'. Em meio a isso, a psicologia é considerada uma ciência, porque muitos dos estudos e teorias utilizados na profissão são embasados por pesquisas que seguem metodologias científicas para buscar compreender, descrever e explicar a dinâmica do indivíduo em relação a ele mesmo, ao próximo e ao mundo ao qual pertence. E, por consequência, buscar formas de intervenção que sejam úteis às demandas psíquicas, comportamentais e emocionais do ser humano.

O que é ensinado em um curso de psicologia?

Em geral, os cursos de psicologia oferecem muitas disciplinas teóricas, principalmente nos dois primeiros anos. Abordam as diferentes correntes da psicologia e introduzem o estudante às psicologias clínica, escolar, organizacional, hospitalar e social.

Além disso, estuda-se também algumas bases da neurologia, antropologia, psicologia do desenvolvimento e psicanálise. Por fim, começam as disciplinas e atividades práticas, como intervenções em escolas e estágios em hospitais — fundamentais para que o estudante experimente e compreenda com qual atuação mais se identifica.

O curso pode ser licenciatura ou bacharelado?

Sim. Geralmente, muitos estudantes, principalmente os que se interessam pela área da educação, decidem fazer a licenciatura junto ou logo após o bacharelado, para ampliar as possibilidades do ingresso no mercado de trabalho.

A licenciatura permite que o profissional atue em sala de aula como professor do ensino fundamental, médio ou profissionalizante, podendo trabalhar também em instituições de ensino com educação especial. Já o bacharelado é a forma mais comum do curso de psicologia, já que forma psicólogos e pesquisadores que poderão atuar em clínicas, escolas, hospitais e empresas.

Qual é o período de duração do curso de psicologia?

Em geral, os cursos de psicologia têm duração de cinco anos.

As especializações nas áreas da psicologia ocorrem dentro da própria graduação?

Não, no entanto, a graduação em psicologia é um espaço de muitas experimentações na área, já que o aluno acaba estudando de tudo um pouco e faz disciplinas eletivas (optativas) que interessam mais.

Em geral, as aulas práticas ajudam muito a perceber o que mais motiva e o que mais faz sentido para cada um. Por exemplo, um estudante que é mais voltado para a educação vai se direcionando para disciplinas de psicologia escolar, orientação profissional e até mesmo para fazer licenciatura. Enquanto aquele que se interessa mais pela área da saúde vai se nortear para escolhas ligadas à psicossomática e à psicologia hospitalar.

Ainda assim, depois que termina a graduação, cada profissional deve buscar se aprofundar naquilo que mais o tocou e fez sentido. É nesse momento que entra a busca por especializações que possam ajudá-lo nesse processo de aprimoramento, como as que abordam a psicanálise.

Como alguém formado em psicologia pode atuar no mercado de trabalho?

Partindo do ponto de que a psicologia significa "estudo da alma humana", todos os lugares onde existem seres humanos e demandas relacionadas às questões emocionais, interpessoais e comportamentais podem receber a atuação de um profissional da área.

Pensando em categorias institucionais e organizacionais, os psicólogos podem atuar em psicologia clínica, orientação profissional, psicologia do esporte, psicologia educacional, psicologia da saúde, psicologia organizacional, psicologia jurídica, psicologia social, entre outras áreas.

O que é preciso para exercer a profissão?

Para exercer a profissão, depois de formado, o psicólogo precisa estar inscrito no Conselho Regional de Psicologia (CRP). Para atuar na área, é importante sempre se atualizar por meio de estudos, aprimoramentos e supervisões. Além de trabalhar com olhar e escuta empáticos.

Quais as diferenças entre um psicólogo e um psiquiatra?

Os psicólogos são os profissionais com formação em psicologia que tratam transtornos mentais por meio de terapias. A ajuda desse profissional é indicada em casos de dificuldade em lidar emocionalmente com crises da vida — como fim de relacionamento, luto, depressão e ansiedade.

Já os psiquiatras têm formação em medicina e especialização em psiquiatria, podendo contribuir com tratamentos por meio da medicação. Tratam transtornos psiquiátricos, como síndrome do pânico, esquizofrenia, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), entre outros.

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