Depoimento: EAD 'é como se fosse uma escola'

'Para mim, que sou deficiente físico, o fato de o curso ser à distância facilita bastante'

29 jan 2019
06h10
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"Esse curso veio a calhar para mim porque eu sempre quis estudar. Minha vida sempre foi trabalhar e estudar. Estudo praticamente em horário integral, em casa. Entro na plataforma online e, quando canso, faço uma hora de intervalo. Depois volto, então estudo durante boa parte do dia.

O conteúdo vem em videoaulas. Nós também fazemos trabalhos em grupo online, conversamos em videoconferências. É como se fosse uma escola, só que, em vez de os alunos estarem presentes, estão online. Se eu tenho dúvidas, venho até o polo numa data fora do calendário, sento com o meu tutor, e ele me explica a matéria que eu tenho dúvida. Sempre tem um tutor para me dar um help.

Esta é a minha segunda graduação. Fiz a primeira graduação em Música, em 1998 em Osasco, na Fac-Fito (Faculdade de Ciências da Fundação Instituto Tecnológico de Osasco).

Para mim, que sou deficiente físico, o fato de o curso ser a distância facilitou bastante. Eu usava uma cadeira de rodas, na qual eu sentava e as pessoas me empurravam. Depois, chegou uma época em que comecei a fazer fisioterapia e consegui empurrar a cadeira. Hoje, eu ando com um andador ou uma bengala. Onde não tem escada nem rua para atravessar, eu ando com a minha bengala.

De três em três meses, eu tenho de vir ao polo da educação a distância, que fica em Santana de Parnaíba (SP), para fazer atividades. Chego de ônibus, desço com muita dificuldade do veículo, me apresento aqui. Aí entro na plataforma e começo a fazer meus estudos, minhas atividades.

Às vezes, quando está chovendo, eu tenho de me locomover até a cidade vizinha. E, quando isso acontece, fica difícil. Como o é curso online, para mim é muito melhor.

Sobre meus planos para o futuro, a princípio, eu quero ir por etapas. Eu quero, primeiro, terminar o curso, ter uma condição financeira para que eu possa arcar com as despesas de um próximo. E depois, em segundo plano, eu quero trabalhar na área, sim. Para mim, está sendo uma experiência que eu não quero perder de jeito nenhum." /DEPOIMENTO A TULIO KRUSE

Estadão
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