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Cresce interesse por colégios com projetos educacionais bilíngues

Total de instituições com bilinguismo aumenta 10% entre 2014 e 2019. Só em SP há 71 bilíngues e 8 internacionais

28 out 2021 05h11
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O que seu filho vai fazer quando crescer? A resposta, cada vez mais, inclui não só a ocupação, mas qual será o lugar do mundo em que isso vai acontecer. Os vestibulares nacionais deixaram de ser o único destino do estudante ao fim do ensino médio. Não são poucos os adolescentes que optam por uma graduação fora do País.

E, mesmo se a opção for estudar no Brasil, a fluência em outras línguas há muito deixou de ser um diferencial para ser uma exigência do mercado. Como muitos pais e mães tiveram de dar conta disso na idade adulta, a possibilidade de ajudar o filho a aprender naturalmente e desde cedo faz sentido. Nesse contexto, ganham espaço as escolas bilíngues.

Conforme dados da Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (Abebi), entre 2014 e 2019, o número de escolas cresceu 10%. Só em São Paulo, onde existem 71 instituições de ensino bilíngue e 8 internacionais, o número de alunos cresceu 64%, saltando de 2,8 mil para 4,6 mil estudantes.

Para educadores, as vantagens do bilinguismo não se restringem aos conhecimentos linguísticos. Também é uma forma de acelerar o desenvolvimento de capacidades cognitivas. "Em um ambiente imersivo, se uma criança participa de uma brincadeira com outra que não fala a mesma língua, ela busca os recursos para uma comunicação que se faça entender", explica Cintia Sant'Anna, diretora acadêmica da rede de escolas bilíngues Maple Bear Brasil. "E tudo de forma natural. Temos aprendido em pesquisas que todos nascem com as condições de aprender várias línguas."

Quanto mais cedo a criança iniciar os estudos em uma escola bilíngue, menores serão suas dificuldades. Se o aluno for mais velho, é importante garantir que a escola ofereça acompanhamento para ele ter a possibilidade de sanar possíveis defasagens em relação a conhecimentos linguísticos ou de conteúdo.

A Maple Bear utiliza uma metodologia centrada na imersão no inglês. A inspiração vem do Canadá, país no qual a rotina envolve o bilinguismo.

No infantil, a escola adota o play-based learning, o ensino baseado em brincadeiras. Crianças a partir de 1 ano são imersas em um contexto de aprendizagem que envolve as habilidades sociais, emocionais, físicas e cognitivas. Já os alunos do médio têm disciplinas optativas ministradas em inglês. No caso das obrigatórias, os alunos são educados em inglês. Math, Arts e Science são alguns exemplos.

Como suporte a suas futuras carreiras, os alunos cursam Career Studies e Community Service. "São disciplinas em sintonia com o novo ensino médio em debate no Brasil. Buscam entender as necessidades dos jovens que estão terminando a educação básica e prepará-los para a próxima etapa de suas vidas. Conectamos os alunos com o mundo ao mesmo tempo que motivamos o autoconhecimento e a autonomia."

Estadão
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