Cinco autores para entender a poesia romântica
Conteúdo obrigatório nas provas de Literatura dos vestibulares do País, a poesia romântica é dividida em três gerações, cada uma com influências, temas e abordagens distintas.
Para uma boa preparação, segundo o professor Vanderlei Vicente, dos cursos Unificado e PV Sinos, o aluno deve conseguir prestar atenção em alguns poetas e em fatores como relacionar as tendências literárias com o contexto histórico-social - interação tão comum em provas interdisciplinares como o Enem. O professor lembra também que o Romantismo se desenvolveu na Europa na virada dos séculos XVIII para XIX e teve início no Brasil no ano de 1836, com a publicação de Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães.
"Para a Primeira Geração (Indianista/Nacionalista), vale lembrar do sentimento nacionalista que se verifica no povo brasileiro logo após a Independência do Brasil. Em relação à Segunda Geração (Mal do século), o mais pertinente é a influência estrangeira do poeta inglês Lord Byron na produção brasileira. Já para Terceira Geração (Social/Condoreira), é importante o ambiente de discussão acerca do fim da escravidão", detalha Vicente.
O professor selecionou cinco poetas para ajudar a compreender esse importante período da literatura brasileira:
- Gonçalves Dias (Primeira Geração): "Talvez o poema mais lembrado de toda a Literatura Brasileira seja o seu Canção do exílio ('Minha terra tem palmeiras'), canto de amor à pátria, escrito quando o poeta encontrava-se em Portugal, que teve dois de seus versos adaptados à letra do Hino Nacional.
- Álvares de Azevedo (Segunda Geração): "Embora tenha morrido muito jovem, o autor explorou os três gêneros literários, criando a sombria peça Macário, o livro de contos Noite na Taverna e Lira dos Vinte Anos, a obra que reúne a sua produção poética e que tem como principais temas o tédio e a morte".
- Casimiro de Abreu (Segunda Geração): "O poeta carioca é reconhecido como o poeta da infância, visto que alguns de seus poemas remetem a este tempo mágico, ingênuo, como verifica-se no seu clássico Meus Oito Anos ('Oh! que saudades que tenho / Da aurora da minha vida, Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais!')".
- Castro Alves (Terceira Geração): "Sobre o principal poeta desta geração, deve-se ter em mente a sua poesia abolicionista (o principal poema é o intenso O Navio Negreiro) e a abordagem inovadora que ele propõe ao tema Amor, que é visto a partir de um olhar sensual, erótico (como em Boa-noite)".
- Joaquim de Sousa Andrade (Terceira Geração): "Também chamado de Sousândrade. Uma das principais virtudes de sua obra é o fato de ele não se adaptar completamente às tendências românticas em voga no seu tempo, criando uma obra revolucionária, como percebe-se na obra Guesa errante".