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Renner, C&A, Embraer, Fleury, Totvs: CEOs destacam desafios e oportunidades em 2023

Além do cenário macroeconômico ainda incerto, retenção de talentos, sustentabilidade e diversidade são temas que vêm ocupando cada vez mais a agenda dos executivos

17 fev 2023 - 15h07
(atualizado em 17/2/2023 às 13h57)
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Assuntos como sustentabilidade, retenção de talentos, modelo de trabalho e diversidade têm ocupado cada vez mais espaço na agenda dos CEOs das grandes empresas. Em 2023, essas questões viraram prioridade dos executivos, ao lado de assuntos mais espinhosos, como os do cenário econômico do País.

A mudança de governo e as incertezas que ainda pairam no ar sobre os rumos da política econômica também são ingredientes a mais nessa rotina cheia de desafios. A inflação e os juros altos são vistos como inibidores de crescimento dos negócios e potencializam a possibilidade de corte de custos. "O cenário macroeconômico é desafiador, principalmente por causa dos juros e inflação altos, que impactam diretamente o mercado consumidor", afirma o CEO da C&A no Brasil, Paulo Correa.

Para ajudar nesse cenário, o caso Americanas, que entrou em recuperação judicial no mês passado, já começa a afetar a concessão de crédito dos bancos para as empresas. Isso pode prejudicar os planos de investimentos das companhias.

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Outro assunto eleito pelos executivos como prioridade para 2023 é a questão da sustentabilidade. As exigências do mercado e dos consumidores têm exigido uma aceleração dos planos das companhias para tirar projetos do papel e se adequarem aos padrões globais. Na multinacional Bayer, uma das pautas mais importantes do ano é a construção da agenda ESG (sigla para as melhores práticas ambientais, sociais e de governança). "A ideia é avançar com pluralidade de pessoas, promovendo equidade", diz a CEO interina da Bayer no Brasil, Erica Barbagalo.

O Estadão conversou com alguns CEOs para entender quais os principais desafios de 2023. Confira algumas das pautas importantes de cada um deles.

"Objetivo é melhorar a jornada do cliente"

O fortalecimento do conceito omnichanel (multinacanal), baseado na melhora dos produtos vendidos, recepção do cliente e ampliação das práticas sustentáveis, tem sido uma duas prioridades do CEO da Renner, Fabio Adegas Faccio. Ele afirma que a empresa investiu bastante nessa área, sobretudo após a pandemia, que promoveu uma expansão mais rápida do comércio eletrônico no País.

O objetivo, explica o executivo, é melhorar a jornada do cliente nas lojas (ou na internet), com caixas mais rápidos, novas formas de pagamento e maior velocidade de entrega, seja para retirada na unidade ou para entrega na residência do consumidor. Faccio diz que, apesar do cenário mais complexo da economia, com juros altos e inflação, os investimentos prepararam a empresa para possíveis obstáculos.

Além dos investimentos, o cuidado com a equipe de trabalho também tem exigido novas estratégias. "Hoje nosso time é o foco principal da companhia, pois eles fazem toda diferença (no sucesso da empresa)." Ele conta que, desde o início da pandemia, os desafios aumentaram e forçaram mudanças significativas. Hoje, em algumas áreas da empresa, o modelo de trabalho é híbrido, com momentos no escritório para troca de experiência, e home office. "Procuramos adotar o melhor dos dois mundos. As crises forçam a gente a melhorar."

Faccio conta que ele próprio teve de aprender muito desde pandemia. "Saímos de um volume digital pequeno para algo muito maior; a forma de trabalho mudou; e o atendimento ao cliente está diferente."

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"Estratégia é manter o crescimento sustentável com preservação de margens"

A CEO do Grupo Fleury, Jeane Tsutsui, afirma que a estratégia para este ano é manter a visão de crescimento sustentável, com preservação de margens, "aumentando a satisfação e reduzindo custos". O cenário econômico, segundo ela, apresenta desafios, mas "é preciso manter nossa consistência".

Tsutsui destaca que o setor de saúde, principal área de atuação da empresa, tem grande potencial de crescimento. Hoje, diz ela, o Brasil tem apenas 23% da população com acesso a esses serviços. "Há um envelhecimento acelerado da população e, consequentemente, temos aumento da incidência de doenças crônicas. Responder a essas necessidades abre muitas oportunidades."

A executiva ressalta que uma das maiores mudanças na pandemia foi a relação entre o cliente e o grupo. Atualmente, pessoas que usam atendimento domiciliar já representam 9% da receita da companhia. Além disso, a prestação da telemedicina também vem crescendo. "Nesta área de atendimento remoto, já ultrapassamos a marca de 50 mil consultas mensais."

"É primordial que o exemplo esteja dentro de casa; precisamos cuidar da vida dos nossos funcionários"

O cenário macroeconômico será um grande desafio, na avaliação de Paulo Junqueira Moll, presidente da Rede D'Or São Luiz. Neste momento, a companhia trabalha com contenção de despesas administrativas e corporativas. "Mas vamos preservar a área assistencial, que garante a nossa qualidade técnica e é a base para que sejamos referência na prestação de serviços de saúde", diz o executivo.

Nas áreas corporativas, Moll destaca que realizam suporte à saúde dos colaboradores, com programas de prevenção e bem-estar. Um dos exemplos é o apoio que a companhia presta para funcionários com casos de burnout (estafa profissional). "Somos uma empresa de saúde, então, é primordial que o exemplo esteja dentro de casa, cuidando bem da qualidade de vida de nossos funcionários", fala.

"É mais barato reter talentos do que buscar no mercado"

O CEO da Totvs, Dennis Herszkowicz, afirma que o País passa por incertezas. "Não que isso não seja esperado numa troca (recente) de governo, mas o ideal é ter clareza de para onde vai e, ao mesmo tempo, ter tranquilidade de que esse caminho, seja ele qual for, é o caminho correto", explica.

Atuando com trabalho flexível na Totvs, a área de retenção de talentos tem bastante importância, no ponto de vista de Herszkowicz. Para ele, é mais barato (não só financeiramente, explica) reter talento do que buscar no mercado. "Com a economia como um todo no mundo do jeito que está, teremos naturalmente um arrefecimento do mercado de trabalho, o que vai, ao longo do tempo, tornar esse ponto de atração e, principalmente, retenção de talentos melhor".

O CEO da Totvs, Dennis Herszkowicz
O CEO da Totvs, Dennis Herszkowicz
Foto: Márcio Bruno/Divulgação / Estadão
O CEO da Rede D'Or São Luiz, Paulo Moll
O CEO da Rede D'Or São Luiz, Paulo Moll
Foto: Divulgação/Rede D'Or / Estadão
A CEO do Grupo Fleury, Jeane Tsutsui
A CEO do Grupo Fleury, Jeane Tsutsui
Foto: Fabiano Feijó/Divulgação / Estadão
Estadão
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