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Estudo na Austrália revela: o home office só é produtivo se for voluntário, não se for imposto

O teletrabalho voluntário melhorou a saúde mental dos funcionários. O forçado, por outro lado, a piorou de forma notável

22 ago 2025 - 13h15
(atualizado em 22/8/2025 às 15h14)
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Foto: Xataka

Apesar de o trabalho remoto já não ser a opção preferida pelas empresas, ou pelo menos não em sua variante em tempo integral, ele continua existindo em índices muito mais altos do que os registrados antes da pandemia. Isso demonstra que, de certa forma, o teletrabalho realmente veio para ficar, pelo menos em alguns contextos.

A Austrália vem observando de perto, há quatro anos, o impacto real do teletrabalho e os dados consolidados contradizem velhos preconceitos. "Trabalhar de casa nos torna mais felizes", asseguram os autores de um estudo da Universidade do Sul da Austrália, consolidando um novo modelo de trabalho mais flexível e produtivo.

A flexibilidade de horários: a nova joia do escritório

O estudo australiano é especialmente revelador porque foi iniciado antes da pandemia e do auge do teletrabalho e se prolongou por quatro anos, o que fornece uma imagem muito mais clara de como o trabalho remoto impactou a forma de trabalhar e suas consequências.

Segundo o estudo, a possibilidade de escolher de onde trabalhar permitiu melhorar tanto a saúde mental quanto a física dos trabalhadores, embora ainda exista certa resistência vinda da cultura corporativa. De acordo com um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a flexibilidade proporcionada pelo home office já se equipara ao salário emocional que as empresas oferecem para atrair e reter os melhores funcionários, substituindo outros benefícios.

Os dados coletados pelo estudo revelam que, antes da ...

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