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Carreira em Y: uma outra vida para o sucesso profissional

23 jul 2025 - 06h26
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Resumo
A carreira em Y oferece um caminho alternativo de crescimento profissional, valorizando tanto a especialização técnica quanto a gestão, com equivalência em reconhecimento, remuneração e impacto organizacional, adaptando-se às novas aspirações e dinâmicas do mercado.
Foto: Reprodução

Não existe um único caminho para a progressão de carreira — apesar de, normalmente, associarmos a ideia de sucesso a cargos de liderança. Em um mundo em que as transformações tecnológicas aceleram a dinâmica do trabalho e exigem habilidades cada vez mais especializadas, é fundamental reconhecer que existem múltiplas formas de evoluir profissionalmente, e a chamada carreira em Y é um exemplo emblemático dessa diversidade de trajetórias.

Embora o modelo não seja novo, ele ganha ainda mais relevância diante das aspirações profissionais contemporâneas, que vão muito além da gestão de equipes. Segundo uma pesquisa publicada pela Harvard Business Review, apenas 34% dos profissionais aspiram a cargos formais de liderança. A maioria tem o desejo de impactar, inovar e aprender, mas sem a ambição de gerir times. Ou seja, estamos falando de uma mudança significativa na concepção de sucesso, que deixa de estar restrita ao comando hierárquico e passa a valorizar lideranças baseadas em influência, expertise técnica e capacidade de articulação.

Na Unico, acreditamos que a valorização da carreira em Y está diretamente ligada à forma como organizamos nossas estruturas. Para termos agilidade de execução e profundidade técnica nas decisões, optamos por estruturas com menos camadas entre a base e a alta liderança. Isso significa, na prática, menos posições formais de liderança e uma demanda crescente por profissionais seniores que atuem como especialistas, ou seja, que combinem bagagem e visão estratégica com capacidade de execução direta.

O resultado prático disso é a construção de um ambiente organizacional no qual tanto o aprofundamento técnico quanto o desenvolvimento gerencial têm seu real valor reconhecido. Afinal, optar por se especializar tecnicamente é uma escolha tão relevante quanto assumir a gestão de pessoas — só que isso deve ser refletido em outros aspectos do trabalho, como na remuneração. 

Apostar no modelo de carreira em Y não faz sentido se essa trilha não contempla oportunidades financeiras tão competitivas quanto a clássica jornada da liderança. Por isso, na Unico, asseguramos que os reconhecimentos, como faixas salariais e bonificações, sejam equivalentes entre especialistas e gestores. É uma prova de que essa outra jornada não é encarada como sendo de menor prestígio ou impacto: ao contrário, tratamos com igualdade os diferentes caminhos porque entendemos que todos contribuem, em proporções equivalentes, para os nossos resultados e cultura.

Além disso, dependendo da configuração do time e das necessidades específicas da área, é possível que um especialista ocupe um nível mais alto na configuração da empresa do que o seu próprio gestor. Isso pode acontecer, por exemplo, quando há a necessidade de uma expertise muito profunda em determinado assunto. E está tudo bem — essa flexibilidade é um reflexo de uma cultura que valoriza a contribuição real acima de estruturas tradicionais.

Adotar a carreira em Y, portanto, não é apenas uma questão de preferência individual, mas uma decisão estratégica de negócio. Esse modelo potencializa a inovação, amplia a retenção de talentos e ativa um protagonismo técnico essencial em um mundo cada vez mais complexo e incerto. 

O que essa possibilidade nos lembra é que sucesso profissional não deveria ser sinônimo de um modelo único e linear. Pelo contrário! Sucesso tem a ver com a liberdade de construir trajetórias coerentes com as individualidades e vocações de cada um. A carreira em Y viabiliza justamente isso: um crescimento que respeita ritmos, reconhece impacto real e reafirma que liderança pode assumir múltiplas formas.

(*) Rafaela Provensi é diretora sênior de Operações & People da Unico.

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