Brasileiro viaja pelo mundo em novo projeto de universidade

O brasileiro Guilherme Nazareth está estudando na faculdade que tem aulas online itinerantes

16 set 2014
10h50
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“As aulas são as mais interativas que já tive. Em pouco tempo já pude ver que eles realmente colocam o ensino como maior prioridade”, afirma Guilherme Nazareth, 19 anos, único brasileiro da primeira turma do Projeto Minerva. Idealizada há 3 anos, a inciativa inova na forma de aprendizado nas faculdades, oferecendo aulas por meio de uma plataforma online específica e, para o sonho dos estudantes, itinerantes. Durante os quatro anos de curso, os alunos vivem juntos em residências globais nas principais cidades do mundo. A expectativa é que morem em até sete países diferentes. Buenos Aires, na Argentina, e Berlim, na Alemanha, são cidades que já foram confirmadas.

<p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt"><span style="font-size:11.5pt;font-family:"Arial","sans-serif";color:black">Guilherme diz que as aulas são as mais interativas que já teve</span><o:p></o:p></p>
Guilherme diz que as aulas são as mais interativas que já teve
Foto: Arquivo Pessoal

Durante a primeira semana de setembro, os alunos selecionados participaram de atividades de orientação na primeira cidade a receber os estudantes: São Francisco, nos Estados Unidos. Eles participaram de oficinas de competências culturais, apresentação à plataforma de tecnologia e uma reunião individual com orientadores acadêmicos.

No dia 9 de setembro iniciaram as aulas que, no primeiro ano do curso, são focadas em desenvolver o pensamento crítico e a argumentação dos alunos. Todas as aulas são em formato de seminários, liderados por um professor via plataforma de tecnologia da Minerva, o Active Learning Forum. Guilherme conta que as aulas abordam temas diversos. Na primeira semana, alguns assuntos debatidos e trabalhados em aula foram o crescimento das regiões metropolitanas nos Estados Unidos, alcoolismo e leis da física para ensinar conceitos de matemática, ciência da computação e comunicação eficiente. Apesar de não estarem fisicamente juntos, Guilherme conta que precisa estar sempre atento: “muitas vezes sou chamado de forma aleatória para comentar algo que o professor ou outro aluno tenha dito, então preciso ter atenção total sempre, e não só no conteúdo: os comentários também são avaliados por qualidade de expressão”.

O aluno conheceu o Projeto Minerva quando pesquisava faculdades para estudar no exterior. O porto-alegrense chegou a cursar o primeiro ano de Economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas não estava satisfeito com o ensino da instituição: “eram muitos alunos na sala de aula e não tinha nenhuma interação com o professor. O conteúdo era muito básico e eu sentia que precisava de algo mais. Logo que ouvi falar de Minerva tinha certeza que lá era o lugar certo para mim”. Segundo Guilherme, o Minerva exige que o aluno tenha todo o conhecimento através de leituras extensas e que entregue um "dever de casa" que faz parte da nota final. Ele explica que os professores separam e comentam a gravação de cada comentário que ele faz em aula.

No final do segundo ano no projeto, os estudantes podem escolher o seu curso, que é chamado de "concentration". Guilherme pretende estudar Economia, com enfoque maior em matemática e negócios. “Quero ser um empreendedor e saber como é a economia em diferentes países. Vai me ajudar a desenvolver um plano de negócio de sucesso”, afirma.

Sobre o Projeto Minerva
O Projeto Minerva foi fundado pelo CEO Ben Nelson em 2011, na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, em parceria com a KGI (Keck Graduate Institute). Ela recebeu um investimento de 25 milhões dólares da Benchmark Capital, em 2012. O ex-reitor da Universidade Harvard, Stephen Kosslyn, é o decano fundador das quatro escolas de artes e ciências (ciências naturais, ciências da computação, ciências sociais e artes e humanidades) da Universidade Minerva, que também possui uma escola de negócios.

Para a primeira turma foram quase 2,5 mil inscritos de 96 países diferentes, mas apenas 30 alunos de 14 países foram selecionados. O processo de seleção incluiu a avaliação de teste de proeficiência em inglês, histórico escolar e entrevistas sobre experiências profissionais e pessoais. As aplicações estão abertas para início das aulas no segundo semestre de 2015. Os alunos interessados podem se inscrever na https://minerva.kgi.edu/application/start/.Não há taxa de matrícula e o custo da anuidade é de US$ 10.000, cerca de 25% do custo das melhores instituições privadas americanas.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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