16 Estados do País têm piora na rede pública do ensino médio

5 set 2014
17h17
atualizado às 17h18
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O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio na rede pública de 16 Estados piorou em relação a 2011, segundo dados divulgados pelo governo federal nesta sexta-feira. Nenhuma das metas de avanço da nota do Ideb para o Brasil foram alcançadas no ensino médio. Já a pontuação para os primeiros anos do ensino fundamental (1° ao 5° ano) no País aumentou 0,2 pontos, passando de 5 para 5,2. Nos últimos anos do ensino fundamental (6° ao 9° ano) houve avanço de 0,1 pontos.

O ensino médio é de responsabilidade majoritariamente dos governos estaduais, embora o Ministério da Educação (MEC) crie diretrizes para serem seguidas. Os Estados que apresentaram piora na nota da rede pública para o ensino médio foram: Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Os Estados com melhor pontuação na rede pública do ensino médio foram Goiás 3,8, São Paulo e Rio Grande do Sul, ambos com 3,7. Na pontuação total, quando se junta a rede pública e a privada, 13 Estados apresentaram piora.

Para a pontuação do ensino médio no Brasil, a rede pública manteve o índice de 3,4 de 2011, enquanto a meta para este ano era de 3,9; a rede privada apresentou piora, passando de 5,7 para 5,4, com meta 6 pontos. Para os anos inciais do ensino fundamental, a rede pública do País teve 4,9, ante 4,7 em 2011, batendo a meta de 4,7; já a rede privada não atingiu a meta de 6,8, ficando com 6,7 pontos, uma melhora em relação aos 6,5 da última avaliação. A rede privada dos últimos anos do ensino fumdamental tiveram piora, com 5,9 pontos ante os 6 de 2011, e com meta de 6,5.

O ministro da Educação, Henrique Paim, disse considerar que, futuramente, o avanço dos anos iniciais poderá ter impacto positivo nas etapas seguintes de estudo. Quanto ao ensino médio, o ministro lembrou que o governo vem discutindo medidas para aprimorar essa fase. “Precisamos trabalhar a questão do currículo, ampliar a flexibilidade do currículo. No ensino médio, temos uma situação em que a maioria dos educadores sabe que é necessário rever essa etapa. Eu diria que o esforço que fizemos em relação ao ensino médio é mais recente do que o que fizemos em relação aos anos iniciais”, ressaltou.

O Ideb avalia a qualidade do ensino do país com base em dados sobre aprovação e desempenho escolar obtidos por meio de avaliações do MEC. Desde a criação do indicador, foram estabelecidas metas que devem ser atingidas a cada dois anos por escolas, prefeituras e governos estaduais.

(Com informações da Agência Brasil)

 

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Fonte: Terra
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