Dolly Parton: relembre a trajetória da rainha do country e autora de "Jolene", regravada por Beyoncé
A cantora e compositora norte-americana marcou a história da cultura pop e influenciou gerações da música
A lenda da música country Dolly Parton faleceu aos 80 anos, deixando um legado monumental na cultura pop. Autora de mais de 3 mil composições, a artista do Tennessee eternizou sucessos como "9 to 5" e o clássico "Jolene", regravado por estrelas como Beyoncé. Presente nos Halls da Fama do Country e do Rock & Roll, Parton superou origens humildes para se consagrar como um dos maiores ícones mundiais da música.
A música internacional perdeu um dos seus maiores ícones nesta terça-feira (25). A cantora, compositora e atriz Dolly Parton morreu aos 80 anos de idade. A confirmação do falecimento foi feita pela família da artista por meio de um comunicado em vídeo publicado nas redes sociais por seu sobrinho, Bryan Seaver. A lenda da música country enfrentava complicações de saúde desde a perda de seu marido, Carl Thomas Dean, com quem foi casada por 57 anos.
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Nascida em 1946 no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, Dolly Parton construiu uma carreira monumental partindo de origens muito humildes. Quarta de 12 irmãos em uma família de agricultores, a cantora aprendeu a tocar violão e banjo ainda na infância. Após se destacar em programas de rádio e televisão nas décadas de 1950 e 1960, ela consolidou sua trajetória solo nos anos 1970, tornando-se uma força criativa com mais de 3 mil composições registradas.
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"Jolene" e a inspiração em uma história real de ciúme
Entre o vasto repertório de Dolly Parton, o clássico "Jolene", lançado em 1973, ocupa um lugar de destaque como a música mais regravada de sua discografia. A canção, que rendeu duas indicações ao Grammy, foi escrita a partir de um episódio da própria vida amorosa da artista. Em entrevistas, a cantora revelou que a letra surgiu após notar o interesse de uma bancária por seu marido logo no início do casamento, transformando o sentimento de ciúme em um dos refrões mais famosos da história da música.
Ao longo das décadas, o hit ganhou releituras de artistas como The White Stripes, Olivia Newton-John e Miley Cyrus. Em 2024, a faixa recebeu uma roupagem inédita na voz de Beyoncé no álbum "Act II: Cowboy Carter". Diferente da versão original, em que Dolly Parton implora para que a rival não leve seu companheiro, a adaptação contemporânea trouxe um tom mais firme de aviso e celebração da força feminina.
Além do impacto musical, a artista destacou-se por tratar de temas sociais e cotidianos em suas faixas, como o machismo no mercado de trabalho na famosa música "9 to 5", tema do filme de mesmo nome estrelado por ela em 1980. Com presença no Hall da Fama do Country e no Hall da Fama do Rock & Roll, o legado de Dolly Parton permanece como uma das contribuições mais valiosas para a cultura pop mundial.
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