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Doenças do coração causam 41% das mortes de pessoas com obesidade

Médicos apontam o excesso de peso como o principal vetor para falhas graves nos vasos sanguíneos e episódios de morte súbita

23 mai 2026 - 20h48
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A obesidade não é uma preocupação puramente estética, mas sim uma doença crônica inflamatória que sabota o funcionamento do sistema cardiovascular. A Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) emitiu um alerta contundente baseado em evidências científicas recentes: o excesso de peso é o principal vetor para o desenvolvimento de falhas graves no coração e nos vasos sanguíneos, liderando as estatísticas de mortalidade nesse grupo de pacientes.

Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas

Dados compilados pela entidade médica revelam que 41,4% das mortes de pessoas com obesidade são causadas diretamente por doenças cardiovasculares. O ganho progressivo no Índice de Massa Corporal (IMC) acelera processos degenerativos como a aterosclerose (o acúmulo de placas de gordura e cálcio que estreitam e enrijecem as artérias, obstruindo o fluxo sanguíneo), elevando drasticamente a incidência de infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), tromboembolismos, insuficiência cardíaca, fibrilação atrial (uma arritmia severa) e episódios de morte súbita.

"A obesidade altera todo o funcionamento do organismo. Ela aumenta a inflamação sistêmica, interfere negativamente no metabolismo e sobrecarrega o coração. Por isso, exige tratamento médico sério e individualizado", explica o endocrinologista Dr. Marcello Bertoluci.

A boa notícia trazida pela SOCERGS é que os benefícios da perda de peso são proporcionais e cumulativos. Estratégias médicas modernas e personalizadas conseguem reverter grande parte desse risco:

  • Reduções moderadas de peso: Pequenos recuos na balança já desencadeiam efeitos protetores imediatos, como a redução dos níveis de triglicerídeos, melhora sensível na pressão arterial e um controle mais eficiente da glicemia.

  • Tratamentos avançados e intervenções: Em quadros de obesidade severa associada ao diabetes tipo 2, terapias medicamentosas direcionadas e a cirurgia bariátrica têm demonstrado, em estudos de longo prazo, uma redução drástica na ocorrência de novos eventos cardíacos graves e na mortalidade geral.

O enfrentamento eficaz da obesidade exige um acompanhamento multiprofissional contínuo e a adoção de mudanças sustentáveis no estilo de vida, focadas em reeducação alimentar e na prática regular de atividades físicas. A identificação precoce dos fatores de risco é a ferramenta mais poderosa para proteger o coração e garantir longevidade.

Porto Alegre 24 horas
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