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Documentos dos EUA revelam que Jeffrey Epstein possuía CPF brasileiro ativo

Arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça mostram que o bilionário, mentor de uma rede de tráfico sexual, obteve o documento em 2003 e chegou a cogitar a cidadania brasileira

12 fev 2026 - 14h35
(atualizado às 15h11)
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Novos desdobramentos do caso Jeffrey Epstein revelam uma conexão documental inesperada com o Brasil. Arquivos recentemente liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que o criminoso sexual — morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores — possuía um CPF brasileiro. O registro consta em uma pasta intitulada "Arquivos diversos" e foi confirmado em consultas realizadas junto à Receita Federal nesta quinta-feira (12).

CPF no nome de Jeffrey Epstein em situação regular no Brasil —
CPF no nome de Jeffrey Epstein em situação regular no Brasil —
Foto: Reprodução / Getty Images / Perfil Brasil

Interesse de Jeffrey Epstein na cidadania brasileira

O CPF, emitido em 2003, permanece em situação regular. Além disso, contém os dados oficiais de Epstein, incluindo sua data de nascimento (20 de janeiro de 1953). De acordo com as normas brasileiras, a inscrição de estrangeiros sem residência no país é permitida por meio da Instrução Normativa 2.172/2024, podendo ser solicitada pelo próprio interessado ou por um procurador legal. Questionada sobre a manutenção do status "regular" para um indivíduo falecido, a Receita Federal esclareceu que a baixa no documento de estrangeiros só pode ser solicitada por sucessores legais ou inventariantes, dependendo da existência de bens no Brasil.

Além do documento de identificação fiscal, os arquivos expõem o interesse de Epstein em estreitar laços com o país. Em trocas de e-mails datadas de outubro de 2011, a investidora alemã Nicole Junkermann — nome recorrente nos documentos do caso — questionou o bilionário sobre a possibilidade de ele obter a cidadania brasileira. Na ocasião, Epstein demonstrou cautela, respondendo que a ideia era "interessante", mas ponderou que "os vistos podem ser um problema ao viajar para outros países".

O escândalo é um dos mais extensos da história judicial americana. As investigações começaram em 2005, em Palm Beach, Flórida, centradas no abuso sistemático de menores e no recrutamento de jovens para fins sexuais entre 2002 e 2005. Em 2008, Epstein declarou-se culpado por exploração de menores em um acordo controverso que resultou em apenas 13 meses de detenção.

Perfil Brasil
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