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Por que você deve planejar a ruptura com seu sócio

É hora de falar sobre rompimento de sociedades quando até mesmo os fundadores mais bem-sucedidos seguem seus caminhos separadamente.

13 jun 2017
18h06
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Os melhores negócios um dia podem dar errado e os seus sócios podem optar por seguir seus rumos separadamente. Isso já aconteceu e continuará acontecendo, inclusive entre as mais bem-sucedidas empresas do mundo. Desde que as empresas nascem, seus sócios estão fadados a se separarem algum dia, o que é totalmente normal.

Foto: DINO

Segundo Felippe Ferreira, fundador do meuBiZ, empresa especializada na compra e venda de negócios . "As sociedades não duram para sempre e um dos motivos mais comuns para a venda de empresas é o desentendimento entre os sócios", afirma.

Os compromissos paralelos, pequenos desentendimentos diários e grandes discordâncias em relação ao rumo da sociedade podem estimular o fim de um negócio bem-sucedido. "Neste caso, o melhor curso de ação é acabar com o relacionamento de maneira profissional e cortês", explica Felippe.

Por isso, é fundamental que a saída de um ou mais parceiros da sociedade seja planejada e acordada entre os envolvidos. Listamos os cinco passos para estabelecer uma ruptura de forma bem-sucedida.

1. Estabeleça uma estratégia de saída

Embora seja importante proteger seus investimentos e interesses, é igualmente fundamental que seus parceiros e sócios também façam o mesmo. Por isso, indica-se que os sócios estabeleçam um plano de saída desde o início da parceria, antes mesmo que a sociedade esteja formada.

Sem dúvidas, esse é um assunto difícil de discutir pois, ao iniciar um negócio, as perspectivas e expectativas dos sócios são sempre positivas e não é comum querer falar sobre "se tudo der errado".

Mas antecipar-se e resolver a questão com antecedência pode evitar muitos problemas e dores de cabeça. E pode ser útil na hora de salvar as amizades que foram desenvolvidas ao longo do tempo.

2. Defina o papel de cada sócio

Antes de investir recursos financeiros, os sócios precisam definir sobre o papel individual de cada um perante a empresa.

De acordo com Felippe, é importante estabelecer as expectativas corretas no início de qualquer relacionamento no mundo dos negócios. "Isso não só esclarece seus deveres e responsabilidades, mas é uma ótima maneira de dividir o trabalho igualmente entre os sócios". Além disso, a discussão de papéis também facilita a retirada de folgas, férias e, até mesmo, auxilia na definição da participação nas quotas da empresa. Afinal, essa distribuição não depende somente da quantidade de recursos financeiros aportados por cada um dos sócios, mas também do quanto cada um irá se envolver no dia a dia e de quanta energia dedicarão à empresa.

3. Evite discussões acaloradas

É muito comum sentir-se magoado, irritado ou desapontado em uma sociedade. Esses são sentimentos normais nos negócios, na família ou em relacionamentos amorosos. Ainda assim, é preciso ter cautela e evitar discussões quando o estado emocional está aflorado. Com a cabeça quente as pessoas tendem a dizer algo que não deveria ser dito, o que pode gerar brigas no presente e arrependimentos no futuro.

Por isso, deve-se tirar algum tempo para acalmar os nervos antes de continuar uma conversa importante e até mesmo escrever um e-mail. A razoabilidade agradecerá mais tarde.

4. Busque orientação profissional

Algumas situações específicas podem exigir intervenção profissional, o que não significa necessariamente que os sócios sejam pessoas difíceis. Consultores e os advogados podem ser úteis em situações de impasse e a presença deles pode evitar que haja uma ruptura estressante.

Consultores e advogados também podem proteger e garantir os direitos e investimentos dos envolvidos. Além disso, um ponto que sempre fica no ar é sobre quanto vale a empresa . Nesse caso, um especialista em avaliação pode mostrar o real valor do negócio. Isso não só garante um acordo justo entre os sócios, mas pode auxiliar na preservação das amizades ou dos vínculos entre as partes.

5. Explore outras opções

Algumas sociedades podem ser salvas de forma mais criativa. Ao invés de terminar por completo, vender a empresa ou fechá-la, é possível rediscutir e readequar as responsabilidades, o envolvimento e o percentual de participação de cada um no negócio. É possível que um sócio compre a participação do outro, por exemplo, o que é útil quando um deles quer sair e o outro quer permanecer.

De acordo com Felippe, essa é uma ótima maneira de mitigar os problemas. "Para tanto, é necessário compreender os verdadeiros interesses de cada sócio e do que estariam dispostos a abrir mão".

Desfazer ou vender uma empresa deve ser a última solução para os impasses empresariais. Por isso, o indicado é sempre buscar formas mutuamente benéficas e satisfatórias para os sócios, de forma a manter as relações saudáveis e a prosperidade nos negócios.

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