Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Os avós de hoje na opinião deles mesmos

Eles sempre foram personagens de destaque nas famílias e estão ativos, participativos e mais intensos do que nunca

26 jul 2016 - 09h30
Compartilhar
Exibir comentários

A imagem da pacata velhinha de cabelos grisalhos, de óculos, segurando agulhas de tricô enquanto espera o bolo assar no forno e a do vovô que se aposenta e fica de chinelos e pijama assistindo televisão grande parte do seu tempo já não se encaixa tão bem aos dias atuais. É mais do que comum ter avô ou avó cercado por uma vida social intensa, atividades físicas diárias, navegando pelas redes sociais e, não raro, que ainda estejam na ativa profissionalmente.

Foto: DINO

"Não abro mão da minha caminhada diária e nem do basquete, que jogo duas vezes por semana", conta o consultor financeiro Carlos Alberto Duarte, 68 anos. Ele ainda trabalha bastante e divide as horas de folga entre a atividade física e a presença constante da única neta, de 6 anos, Carolina.

A paisagista Lica Barros, de 64 anos, está sempre rodeada pela criançada. É avó de Vitor (9), Lúcia (7), Pedro (6) e Emília, que nasce esse mês. "Sou uma avó presente toda semana, vejo e fico com eles quando minhas filhas precisam, brinco, ensino sobre plantas e conto histórias. Na verdade, não sou muito convencional, não os levo ao shopping ou dou presentes e mimos. Procuro passar ensinamentos práticos sobre a vida e coisas bacanas como, por exemplo, comer jabuticaba no pé", explica Lica.

Para a engenheira Ana Tereza Moraes, de 61 anos, a diferença entre ela e sua avó é justamente a proximidade. "Minha avó era inteligente, vaidosa, gostava de ler, costurar e bordar. Mas tanto ela como minha mãe não eram muito carinhosas. Eu sou, gosto de agradar e de beijar muito meus netos. Acho que a proximidade é importante, porque antigamente existia um abismo entre as gerações. Hoje eu posso acompanhar as minhas netas em qualquer ocasião, sem ser uma velha", explica a avó da Lia (11), Helena (9), Rebeca (2) e do Ricardo de 10 meses.

É isso mesmo, estamos diante da versão mais moderna dos avós, que serão comemorados no próximo dia 26 de julho. E isso os aproxima cada vez mais dos netos. Mariza Sena, de 72 anos, se tornou avó aos 52. Depois de Mariana (20), a primeira neta, vieram Gianluca (16), Enzo (6) e Dante, de apenas 4 anos. "Não faço nada de costura, pintura e bordado. Fico no Facebook, gosto de conversar com a minha neta sobre as novidades da rede social e também gosto de ver televisão ou ler um livro", confessa Mariza.

E, ao que tudo indica, é essa convivência com os netos que faz com que fiquem cada vez mais ativos, exercitem a memória e adiem os sintomas de doenças como o Alzheimer, conforme revelou pesquisa da Universidade de Melbourne, Austrália, há dois anos. Uma pesquisa que levou 10 anos e mostrou que os avós que cuidavam dos netos uma vez por semana tiveram desempenho melhor em todos os testes de memória, capacidade de planejamento e velocidade de raciocínio.

Miriam Gomes, de 71 anos, mãe da jornalista e apresentadora Maria Cândida e avó de Lara, mora sozinha. Cuida da casa, faz alongamento, caminhadas, controla uma microempresa familiar, faz parte de uma ONG que atende moradores em situação de rua e ainda acompanha atividades da neta, como estudos e natação. "Procurei construir um relacionamento de confiança, sou sua avó, sou sua amiga, estou ao seu lado no melhor e no pior, nossas intimidades nos pertencem e quando dividimos alegrias e tristezas as aflições vão se amainando", explica.

Para a especialista em qualidade de vida na terceira idade da Senior Concierge, Marcia Sena, esse é o perfil dos avós nos dias de hoje. "Eles estão cada vez mais independentes, moram sozinhos, preservam ao máximo a sua autonomia. Estão muito mais ligados aos avanços da tecnologia e à necessidade de se cuidarem para ter um envelhecimento ativo. Os filhos e netos ainda continuam sendo o principal motivo de dedicação, mas conseguem inserir academia, viagens e amigos do Whatsapp nas suas rotinas", conta Marcia.

Lica é testemunha e protagonista dessa mudança. "Antigamente as avós só conversavam ou contavam histórias. Hoje, além disso temos que ser pró ativas. Levamos ao parque, andamos de bicicleta, damos banho e colocamos para dormir. Participamos da vida e da educação dos netos como um todo", conta Lica. Uma nova relação que traz novos desafios. " O respeito que existia antes pelos avós não existe mais, é preciso conquistar esse respeito, ele não é mais imposto como antes", completa.

Carlos Alberto é mais uma prova da diferença entre as gerações de avós. Como os pais eram os filhos mais novos, quando ele nasceu os avós já eram bem velhos e vindos da 2ª guerra mundial o que os transformavam em pessoas sempre muito sérias, mas atenciosas. Em compensação ele se esforça para não deixar que a idade atrapalhe a relação com a neta. "Apesar da enorme diferença de idade, minha neta e eu temos uma paixão recíproca e uma convivência muito estreita, que faz com que ela durma na minha casa com muita frequência, principalmente durante as férias. Para ela não tem diferença entre a minha casa e a casa dos seus pais", diz o avô apaixonado.

Para Miriam os avós devem ser bons conselheiros. "O perfil dos avós mudou, como mudam os referenciais da sociedade a cada geração. Mas cabe a nós, avós, a compreensão do nosso papel de pessoas com experiências acumuladas e, sem imposição, devemos compartilhar para que os nossos netos possam ter consciência da sua importância na construção de uma nova era para a humanidade".

São gerações tão próximas que as avós dão pitacos até na vida amorosa dos netos. Mas isso continua à moda antiga. "Eu queria que minha neta namorasse, eu falo para ela que precisa encontrar um moço responsável, porque os rapazes da juventude de hoje não querem saber de compromisso sério", recomenda Mariza.

Para a especialista em qualidade de vida na terceira idade, a mudança no perfil dos avós agrega muitos benefícios ao convívio familiar. "Acredito que esse novo perfil dos avós, facilita o relacionamento com os netos. Os avós passam a ter uma participação mais atuante e ativa na vida deles, convivendo de maneira mais plena com toda a família", finaliza.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade