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Mercado de US$ 3 trilhões, inovação ganha impulso no Rio Grande do Sul

17 abr 2019
19h07
atualizado em 21/4/2019 às 08h25
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Os investimentos globais em tecnologia e inovação movimentarão cerca de US$ 3 trilhões em 2019, conforme o Gartner. O valor, que estima uma alta de mais de 3% sobre 2018, impulsiona setores diversos em todo o mundo.

Foto: DINO / DINO

No Brasil, não é diferente: de acordo com estudos apresentados pelo Diálogos da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), há muito interesse, entre as empresas brasileiras, de crescer no mercado de inovação, porém faltam incentivos - especialmente públicos.

Na instância federal, os levantamentos do MEI apontam que o orçamento liberado para a área de tecnologia e engenharia caíram de R$ 5 bilhões em 2013 para cerca de R$ 1 bilhão em 2017. Já de 2001 a 2015, os investimentos em inovação no país cresceram de 1,06% para 1,28% do PIB.

Localmente, movimentos despontam para fomento de iniciativas nesta área. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, comandada por Luis Lamb, assumiu compromissos como o de renovar e impulsionar o cenário de Economia Digital no Rio Grande do Sul.

A ideia foi apresentada pelo secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado, Luis Lamb, durante palestra no Mesas TI, evento realizado pelo SEPRORGS na capital gaúcha.

"O modelo digital, com novos modelos de trabalho, a mudança nas matrizes econômicas do Rio Grande do Sul, não pensando mais o estado unicamente como um grande produtor agrícola, mas como uma potência industrial e tecnológica, dotada de uma economia moderna, baseada nos moldes do século XXI, é o que temos a seguir", destacou Lamb.

Mas como construir um programa que leve a este nível de desenvolvimento?

Na análise do secretário, é preciso contar com vários atores. Gestão pública, empresas, entidades, universidades, formando um Pacto pela Inovação.

"Temos uma capacidade instalada muito grande no setor tecnologia. Precisamos criar sinergia entre produtores deste segmento e os setores tradicionais, impulsionar as empresas locais, alavancar negócios", destacou o gestor, citando exemplos que já ocorrem em projetos conduzidos pelas prefeituras de outras cidades gaúchas, como Lajeado, onde o foco é a área de alimentação, e Caxias do Sul, onde a indústria ganha a cena.

Em todo o Rio Grande do Sul, o projeto da pasta de Lamb prevê aproveitar o engajamento gerado pelo Pacto Alegre, iniciativa movida por universidades, entidades e empresas, em parceria com a Prefeitura da Capital Gaúcha, para fomentar a inovação. A ideia da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia é mapear 10 regiões do estado, identificando potenciais e sinergias entre diferentes setores para gerar um "círculo virtuoso" que atraia investimentos e talentos, aproxime iniciativa privada, academia e governo e reverta crescimento para todos.

Conforme o secretário, o trabalho será voltado a constituir uma rede estadual de inovação, com vistas a transformar o RS em um lugar reconhecido pela inovação.

PACTO ALEGRE
O Pacto Alegre conta com o engajamento de 75 organizações. A Mesa do Pacto traz do representantes do SEPRORGS, Abinee-RS, AGS, Assespro-RS, Banrisul, Farsul, Fecomércio, Sebrae-RS e Sucesu-RS.
Voltado a fomentar o cenário de inovação em governo, negócios e sociedade, o Pacto visa a incrementar o desenvolvimento local de tecnologia, dando abertura para novos produtos, crescimento da indústria de alta tecnologia e impulsionamento de startups.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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