1 evento ao vivo

DHEA: como esse hormônio natural pode beneficiar a saúde?

5 set 2019
08h39
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

A dehidroepiandrosterona, mais conhecida como DHEA, é um hormônio esteroide, naturalmente sintetizado pelo corpo e que desempenha vários papéis. Esse hormônio tem sido amplamente pesquisado por seus possíveis efeitos terapêuticos em uma variedade de condições.

Foto: Mundo boa forma / DINO

Às vezes chamado de "super-hormônio" e de "fonte do hormônio da juventude", o DHEA é uma substância complexa que deixa muitas perguntas sobre seus benefícios, seus usos e sua suplementação. Isso porque o corpo humano produz naturalmente o DHEA e ele pode se converter em uma série de hormônios, incluindo andrógenos e estrógenos, hormônios sexuais masculinos e femininos.

Mas, além disso, o DHEA também está disponível em suplementos, feitos sinteticamente usando produtos químicos encontrados na soja e no inhame selvagem. No entanto, consumir inhame selvagem ou soja não permitirá que o corpo humano produza mais DHEA, por exemplo.

Com isso, suplementos hormonais de DHEA foram criados para ajudar com uma série de condições, incluindo disfunção sexual, lúpus, depressão, insuficiência adrenal, câncer cervical, atrofia vaginal e perda de peso. Algumas pesquisas apontam eficiência no seu uso, no entanto, a eficácia do DHEA é controversa. Além disso, a qualidade dos produtos à venda nem sempre é consistente e, por isso, são necessários alguns cuidados especiais em relação à origem do medicamento.

Mas afinal o que é DHEA?

Como mencionado, o DHEA é um hormônio esteroide endógeno - isso significa que é feito naturalmente pelo corpo e estimula tecidos ou células específicos em ação. Ele é um dos hormônios esteroides mais abundantes no corpo humano, sendo produzido pelas glândulas suprarrenais, gônadas e cérebro.

É normalmente encontrado sob a forma de sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA). Assim, o corpo mantém o DHEA em reserva e o converte em hormônios específicos quando necessário. Ele é importante para a criação de hormônios sexuais estrogênios e andrógenos e contribui para o desenvolvimento dos chamados efeitos androgênicos, ou masculinização. Essas mudanças incluem a produção de pele mais oleosa, mudanças no odor corporal e o crescimento da axila e dos pelos pubianos. O DHEA também pode ter ainda outros papéis, por exemplo, como um neurosteroide. Neste caso, afetaria diretamente a excitabilidade neuronal.

Alguns dizem que o DHEA melhora o desempenho atlético e utilizam-no para aumentar a massa muscular. Há poucas evidências para apoiar essa afirmação, mas a Agência Mundial Antidoping (WADA) proíbe seu uso em competições esportivas. A pesquisa sobre DHEA aumentou nos últimos anos, mas muitas questões permanecem sobre sua eficácia e possíveis efeitos adversos.

O DHEA foi testado para uso em muitas doenças, incluindo depressão, osteoporose e lúpus, mas há poucas evidências para confirmar seus benefícios. Seus efeitos colaterais podem incluir crescimento adicional de pelos nas mulheres e crescimento da mama nos homens. Pessoas com doenças crônicas cardíacas, diabetes, ansiedade e outras condições não devem usar o DHEA.

A produção de picos de DHEA acontece quando as pessoas estão em seus 20 e 30 anos e, em seguida, declina. Essa é a principal razão pela qual o DHEA é considerado uma substância química importante no processo de envelhecimento e um alvo potencial para medicamentos antienvelhecimento.

Alguns efeitos e benefícios do DHEA:

Cérebro - o DHEA pode atuar como um neurosteroide, afetando diretamente terminações dentro do cérebro. Suas atividades não são totalmente compreendidas, mas alguns pesquisadores acreditam que isso ajuda a proteger os neurônios contra toxinas e após lesões, como derrames. Algumas pesquisas sugerem que ele pode ainda contribuir para o crescimento dos nervos, ajudar na redução da inflamação, além de prevenir a morte celular. Ele também pode interferir no humor. Por esta razão, tem sido estudado para o tratamento de transtornos do humor, como ansiedade e depressão.

Depressão - tem sido associada a baixos níveis sanguíneos de DHEA. Há evidências de que o DHEA pode ajudar a aliviar os sintomas da depressão, especialmente em pessoas com esquizofrenia, anorexia nervosa, HIV e insuficiência adrenal. No entanto, o uso de DHEA não é recomendado com medicamentos comumente usados para tratar essas condições.

Perda de peso - algumas evidências sugerem que o DHEA pode ajudar a reduzir o peso em pacientes idosos com condições metabólicas. Isso só pode acontecer, no entanto, se o corpo puder converter o DHEA nos suplementos em andrógenos ou estrogênios. O efeito em pessoas mais jovens com excesso de peso não é conhecido.

Insuficiência adrenal - isso acontece quando as glândulas suprarrenais não produzem hormônios esteroides suficientes, incluindo o DHEA. Suplementar com DHEA pode reduzir os sintomas de insuficiência adrenal, mas os efeitos colaterais podem ser substanciais.

Lúpus - essa é uma doença autoimune que afeta a pele e os órgãos. Os níveis de DHEA são mais baixos que o normal em mulheres com lúpus. Algumas pesquisas mostram que o DHEA melhora vários sintomas do lúpus.

Função sexual - alguns estudos sugerem que o DHEA pode ajudar pessoas com déficits na função sexual, libido e disfunção erétil. Esse efeito parece ser mais significativo em mulheres que sofreram menopausa.

Câncer cervical - resultados de investigações laboratoriais sugerem que o DHEA pode inibir a proliferação de células cancerígenas do colo do útero, e que pode proteger contra a migração de células cancerígenas.

Com todos esses usos e efeitos, vale lembrar que o DHEA é comercializado sem receita médica, porém não é indicado o seu uso sem o acompanhamento de um profissional especializado. Portanto, tenha sempre cuidado ao utilizar o suplemento de DHEA.



Website: https://vitaminasbrasil.com/dhea-comprar

Veja também:

"Eu pensei: 'Vou morrer?'": a noiva surpreendida durante ensaio pela explosão no Líbano
DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade