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Comer mal no café da manhã aumenta o risco de infarto

Saiba como diagnosticar e prevenir a aterosclerose

13 dez 2017 - 10h34
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Um estudo recente publicado no Journal of the American College of Cardiology revelou que pular o café da manhã ou se alimentar mal no início do dia dobra o risco de desenvolver aterosclerose, a doença responsável pelo acúmulo de gorduras e outras substâncias nas paredes das artérias, apontada como a principal causa de doenças cardiovasculares no mundo, incluindo os derrames cerebrais e o infarto do coração.

A pesquisa acompanhou variáveis relacionadas com o estilo de vida, incluindo os hábitos alimentares, de um grupo de 4 mil pessoas de meia-idade que não apresentavam histórico de doenças cardiovasculares. Em relação à alimentação matinal, foram identificados três padrões de consumo distintos: 27% das pessoas tomavam um café da manhã de alta energia (mais de 20% das calorias consumidas diariamente), 70% tomavam um café da manhã considerado de baixa energia (entre 5% e 20% das calorias consumidas diariamente) e apenas 3% não tomavam o café da manhã adequadamente (menos de 5% das calorias consumidas diariamente).

O estudo observou que as pessoas que consumiam menos calorias no desjejum apresentavam mais fatores de risco para a aterosclerose, como diabetes, pressão alta, obesidade e colesterol elevado. Além disso, o fato de não se alimentar adequadamente ao acordar também se mostrou estar independentemente associado à presença de aterosclerose subclínica (ou seja, que não causa sintomas) em exames de imagem. Esses achados levaram os pesquisadores a concluir que pular o café da manhã aumenta a chance de desenvolver a aterosclerose, mesmo naquelas pessoas que não apresentam os chamados fatores de risco tradicionais para a doença.

De acordo com o dr. Filipe Penna, cardiologista integrante do corpo clínico do Bronstein Medicina Diagnóstica, no Rio de Janeiro, a alimentação irregular é um dos hábitos inadequados que mais contribuem para o desenvolvimento da aterosclerose. "A má alimentação está associada ao desenvolvimento dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Por exemplo, o excesso de sal pode levar à hipertensão, assim como o consumo de comidas gordurosas leva ao aumento dos níveis de colesterol - além, claro, da obesidade e do diabetes. A mudança de estilo de vida é sempre o primeiro passo para a prevenção das doenças cardiovasculares", afirma o médico.

Mas como saber se você está com as suas artérias comprometidas? O dr. Filipe explica que para algumas pessoas é indicado o uso de exames de imagem para melhor definir o chamado risco cardiovascular, ou seja, o risco de determinada pessoa desenvolver complicações clínicas da aterosclerose, como infarto ou acidente vascular cerebral. Dentre os procedimentos mais utilizados, o destaque atual tem sido dado ao Escore de Cálcio, uma tomografia cardíaca sem contraste que é capaz de quantificar o cálcio na parede das artérias coronárias e determinar a carga de aterosclerose presente no coração. "A presença de extensas calcificações nas coronárias já se mostrou ser um forte preditor de infarto futuro", afirma.

O médico finaliza lembrando que as doenças cardiovasculares, ao lado do câncer, são as maiores causas de morte no mundo moderno, e que, por isso, o diagnóstico precoce pode ajudar a evitar a progressão da aterosclerose e prevenir um eventual infarto ou acidente vascular cerebral. "Manter hábitos de vida saudáveis, incluindo alimentação e atividade física regulares, além de ter acompanhamento médico frequente, é essencial para prevenir possíveis complicações", diz.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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