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Dias de sol intenso: tudo sobre a canícula e os cuidados necessários

A canícula é o período em que o calor parece pesar no ar e até atividades simples ficam mais cansativas. Saiba tudo a respeito e os cuidados necessários.

10 jan 2026 - 06h30
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A canícula é o período em que o calor parece pesar no ar e até atividades simples ficam mais cansativas. Trata-se de alguns dias ou semanas do verão em que as temperaturas ficam persistentemente altas. Muitas vezes, vem acompanhadas de noites abafadas, pouca chuva e sensação de desconforto generalizado. Atualmente, esse fenômeno vem ganhando mais atenção por causa da combinação entre ondas de calor mais frequentes e o impacto direto no dia a dia das pessoas.

Embora seja um termo que se associa tradicionalmente ao calendário e à astronomia, hoje a canícula aplica-se, na prática, para designar a fase mais quente do verão. Nesse intervalo, o calor intenso afeta desde a saúde até o funcionamento de serviços públicos. Além disso, pressiona o fornecimento de água e de energia elétrica. Por isso, entender o que caracteriza essa fase, como ela se forma e quais cuidados básicos reduzem os riscos é fundamental para a adaptação às novas realidades climáticas.

Embora seja um termo que se associa tradicionalmente ao calendário e à astronomia, hoje a canícula aplica-se, na prática, para designar a fase mais quente do verão – depositphotos.com / eliosdnepr@gmail.com
Embora seja um termo que se associa tradicionalmente ao calendário e à astronomia, hoje a canícula aplica-se, na prática, para designar a fase mais quente do verão – depositphotos.com / eliosdnepr@gmail.com
Foto: Giro 10

O que é a canícula e por que o calor fica tão intenso?

A palavra canícula associa-se ao auge do verão no Hemisfério Norte, quando a estrela Sírius, da constelação do Cão Maior, aparecia no céu ao amanhecer. Com o tempo, o termo passou a ser usado para indicar o período em que o calor atinge valores mais elevados e persistentes, independentemente da referência astronômica exata. Na prática, fala-se em canícula quando há vários dias seguidos de altas temperaturas, quase sem alívio durante a madrugada.

Esse calor extremo se forma, em geral, pela atuação de sistemas de alta pressão atmosférica que estabilizam o tempo. Assim, essas áreas de alta pressão funcionam como uma espécie de "tampa", inibindo a formação de nuvens de chuva e dificultando a circulação de massas de ar mais frescas. O resultado é um ambiente quente e seco ou, em algumas regiões, quente e úmido, o que aumenta a sensação térmica. Em cenários de aquecimento global, esses episódios vêm se tornando mais intensos e prolongados.

Como a canícula afeta o corpo humano e a rotina diária?

Durante a canícula, o organismo precisa trabalhar mais para manter a temperatura interna estável. Nessa fase de calor excessivo, o corpo aumenta a produção de suor para resfriar a pele, o que pode levar à perda acelerada de água e sais minerais. Quando não há reposição adequada de líquidos, cresce o risco de desidratação, exaustão pelo calor e, em situações extremas, insolação. Grupos como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas costumam ser mais vulneráveis.

A exposição prolongada ao sol forte e a ambientes abafados também interfere na qualidade do sono, na disposição e na capacidade de concentração. Em algumas cidades, a combinação entre canícula e poluição atmosférica piora quadros de alergias e problemas respiratórios. Além disso, o calor extremo impacta a rotina de trabalho ao ar livre, o funcionamento do transporte público e a lotação de serviços de saúde, que recebem mais casos relacionados a mal-estar térmico.

  • Principais sintomas: sede intensa, tontura, cansaço, dor de cabeça, pele muito quente e seca ou, em alguns casos, suor excessivo.
  • Possíveis complicações: queda de pressão, agravamento de doenças cardíacas e respiratórias, desmaios e hipertermia.
  • Ambientes de maior risco: áreas sem ventilação, veículos fechados ao sol, locais de trabalho externos em horários de pico de calor.

Quais cuidados são recomendados durante a canícula?

Em períodos de calor intenso, especialistas em saúde e defesa civil orientam medidas simples para reduzir os efeitos da canícula. A hidratação regular é um dos pontos centrais: ingerir água ao longo do dia, mesmo sem sede, ajuda a compensar as perdas pelo suor. Líquidos como sucos naturais e água de coco também podem contribuir, enquanto bebidas alcoólicas e muito açucaradas tendem a aumentar a desidratação.

Outro cuidado está relacionado à exposição ao sol. As horas de maior incidência de radiação costumam ocorrer entre o fim da manhã e o meio da tarde. Assim, recomenda-se priorizar atividades ao ar livre em horários mais frescos, além do uso de roupas leves, claras e de tecidos que facilitem a transpiração. Chapéus ou bonés, óculos escuros e protetor solar com reaplicação frequente completam a proteção básica para a pele.

  1. Manter-se hidratado: beber água em pequenas quantidades ao longo do dia.
  2. Procurar sombra: evitar sol direto em horários de pico.
  3. Cuidar da alimentação: optar por refeições leves, com frutas, verduras e alimentos de fácil digestão.
  4. Ventilar os ambientes: abrir janelas, usar ventiladores ou climatizadores sempre que possível.
  5. Atenção a grupos de risco: acompanhar a condição de crianças, idosos e pessoas doentes, verificando sinais de mal-estar.
Em períodos de calor intenso, especialistas em saúde e defesa civil orientam medidas simples para reduzir os efeitos da canícula – depositphotos.com / Amaviael
Em períodos de calor intenso, especialistas em saúde e defesa civil orientam medidas simples para reduzir os efeitos da canícula – depositphotos.com / Amaviael
Foto: Giro 10

A canícula tem relação com mudanças climáticas?

Pesquisas recentes indicam que ondas de calor, períodos de canícula mais longos e temperaturas recordes vêm se tornando mais frequentes em várias regiões do planeta. Estudos de atribuição climática apontam que o aquecimento global, impulsionado pelo aumento de gases de efeito estufa na atmosfera, eleva a probabilidade de eventos extremos de calor e intensifica suas consequências.

Isso significa que o período mais quente do verão tende a ser mais severo do que em décadas passadas, com impactos sobre agricultura, abastecimento de água, geração de energia e saúde pública. Diante desse cenário, órgãos de meteorologia e defesa civil passaram a investir mais em sistemas de alerta, orientações preventivas e estratégias de adaptação urbana, como ampliação de áreas verdes e uso de materiais que reduzem a retenção de calor nas cidades.

A canícula, antes vista apenas como uma marcação sazonal do auge do verão, hoje é tratada como um momento crítico que exige atenção e planejamento. Conhecer o fenômeno, identificar sinais de risco e adotar cuidados básicos permite atravessar esse período de calor intenso com mais segurança, reduzindo impactos na saúde e na rotina das comunidades.

Giro 10
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