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Top Picks: 'Incerteza' é a palavra que define o ano de 2021 para os bancos

Enquanto mercado espera ansioso pelos resultados do terceiro trimestre, analistas projetam que fim do auxílio emergencial, inadimplência e desemprego devem pesar para o setor

23 out 2020
21h10
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Os grandes bancos que atuam no Brasil têm duas definições praticamente unânimes entre os analistas. "Recuperação dos lucros", para o terceiro trimestre deste ano, e "incertezas" quando se trata de 2021. A expectativa para o Santander Brasil e o Bradesco, que divulgam seus balanços na próxima semana, comecem a confirmar a primeira parte, já que os lucros do segundo trimestre foram bastante impactados pela pandemia de covid-19. Mas quando se olha para o próximo ano, o cenário é mais complexo, segundo os profissionais do mercado.

Para Leo Monteiro, analista da Ativa Investimentos, além dos desafios comuns a todo o segmento, os desempenhos em 2021 não serão uniformes. "Isso acontece por dois fatores: o primeiro, e mais claro, é que o auxílio emergencial deve acabar no ano que vem. O segundo, mas não menos importante, é que o principal motivo da inadimplência seguir em patamares saudáveis foi a flexibilização nas condições de crédito feitas pelos bancos durante pandemia, de modo que os reais efeitos do coronavírus no setor bancário devem ser sentidos gradualmente mais para frente", diz.

"Pelos dados de que dispomos no momento, não vemos ainda condições de os bancos apresentarem retorno nos patamares antes da pandemia", afirma Victor Martins, analista da Planner Corretora. Para ele, essa expectativa se justifica pela possível alta da inadimplência, maior desemprego, competição mais acirrada e juros em patamares baixos.

Outra questão apontada pelos analistas é o início do funcionamento do Pix, no início de novembro. "Com o Pix, o número de TEDs e DOCs tendem a diminuir de forma considerável", afirma Regis Chinchila, analista da Terra Investimentos. "Será necessário ver, ao longo dos balanços do quarto trimestre de 2020 e o primeiro de 2021 o quanto isso irá impactar nas receitas dos bancos."

Por outro lado, o analista do Daycoval Investimentos, Enrico Cozzolino, diz que a nova ferramenta pode até ajudar os grandes bancos, mesmo com maior concorrência. "O PIX coloca concorrentes antigos e novos em par de igualdade neste quesito, e a vantagem de histórico dos 'antigos' volta a ser um diferencial, uma vez que sabem se adaptar aos diversos cenários no Brasil", afirma.

No que diz respeito às recomendações para a próxima semana, as corretoras que revisam semanalmente suas listas fizeram várias mudanças. A MyCap trocou toda a sua carteira, agora composta por B2W ON, Klabin Unit, Movida ON, Petrobrás PN e Raia Drogasil ON.

A Ativa manteve somente Vale ON em relação à última semana. O restante da lista para a próxima é composto por BTG Pactual Unit, Embraer ON, Eneva ON e Porto Seguro ON.

O Daycoval fez três alterações, retirando Eztec ON, Itaú Unibanco PN e Lojas Americanas PN para as entradas de Azul PN, EcoRodovias ON e Suzano ON. Quem também trocou três ações foi a Guide, retirando CSN ON, Locaweb ON e Natura &Co. ON, para colocar Cosan ON, Movida ON e Vale ON.

A Mirae fez três mudanças, com as saídas de CCR ON, Randon PN e Weg ON e a seleção de Santander Brasil Unit, Suzano ON e Vale ON. Na XP, as trocas foram de Klabin Unit, Movida ON e Via Varejo ON por B3 ON, Eletrobrás ON e Natura &Co. ON. Por fim, a Terra Investimentos trocou Iguatemi ON por Lojas Renner ON.

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Estadão
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