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ONU corta previsão para crescimento do PIB global em 2022

Instituição afirma que guerra da Rússia na Ucrânia derrubou recuperação econômica da pandemia, além de ter elevado preços de alimentos e commodities

20 mai 2022 05h10
| atualizado às 08h15
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Logo da Organização das Nações Unidas na sede da entidade em Nova York
15/09/2013 REUTERS/Carlo Allegri
Logo da Organização das Nações Unidas na sede da entidade em Nova York 15/09/2013 REUTERS/Carlo Allegri
Foto: Reuters

A Organização das Nações Unidas (ONU) revisou para baixo a projeção para o crescimento global em 2022, de 4,0% para 3,1%. Em relatório mais recente, divulgado na quinta-feira, 19, a instituição afirma que a guerra da Rússia na Ucrânia derrubou a frágil recuperação econômica da pandemia, além de ter provocado uma crise humanitária "devastadora" na Europa e elevado os preços de alimentos e commodities ao redor do globo.

Com as pressões inflacionárias intensificadas em meio ao conflito, a ONU prevê que a inflação global suba a 6,7% neste ano - duas vezes a média de 2,9% entre 2010 e 2020.

As baixas nas projeções de crescimento são generalizadas, incluindo as maiores economias, como Estados Unidos, China e Europa, e a maior parte das desenvolvidas e emergentes, afirma a instituição. As economias em desenvolvimento e importadoras de commodities lidam com os maiores cortes nas estimativas, dados os preços mais altos de energia e alimentos. Especialmente na África, a perspectiva é de agravamento de insegurança alimentar.

Na Europa, para além da crise humanitária e perda de vidas, a ONU destac que a guerra traz dificuldades econômicas não só para a Rússia e Ucrânia, como também para países vizinhos na Ásia Central e Europa. Na União Europeia, especificamente, o pico nos custos de energia devem representar um choque. A perspectiva de crescimento para o bloco em 2022 caiu de 3,9%, projetados em janeiro, para 2,7%.

Entre economias consideradas em desenvolvimento ou menos desenvolvidas, o avanço da inflação tem reduzido o poder de compra das famílias. Nesses países, a pobreza é mais presente e o crescimento salarial segue contido, observa a ONU. "O aperto monetário nos Estados Unidos também deve aumentar os custos dos empréstimos e piorar as lacunas de financiamento nos países em desenvolvimento, incluindo os países menos desenvolvidos".

Estadão
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