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Não houve nada de pressão, diz Braga Netto sobre ida ao STF

O ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, negou que a visita de Bolsonaro e empresários ao STF tenha sido uma forma de pressão

7 mai 2020
18h24
atualizado às 18h50
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 Braga Netto em cerimônia no Planalto
7/4/2020 REUTERS/Adriano Machado
Braga Netto em cerimônia no Planalto 7/4/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, negou que a visita inesperada do presidente Jair Bolsonaro e empresários ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, tenha tido como objetivo pressionar pelo fim das medidas de isolamento social decretadas por Estados e municípios, com aval do Supremo, para conter o avanço do novo coronavírus.

"Foi um ato de cortesia, mas para compartilhar informações com outro Poder, essa foi a intenção. Não houve nada de pressão", disse Braga Netto em entrevista coletiva ao ser questionado sobre a visita de Bolsonaro mais cedo nesta quinta-feira.

Segundo o ministro, o presidente recebeu um grupo de representantes da indústria que apresentou um quadro "altamente preocupante" ante a paralisação econômica provocada pelas medidas de isolamento social, e então decidiu compartilhar as informações com o presidente do Supremo. Bolsonaro então seguiu a pé, acompanhado dos empresários e de ministros, incluindo o da Economia, Paulo Guedes, ao prédio do Supremo, onde foi recebido por Toffoli.

"Quando o presidente da República tomou ciência dos fatos, ele realmente falou: 'Vou levar esse assunto para compartilhar essa preocupação do governo federal com o pós-pandemia, que é um assunto recorrente no governo, compartilhar para que outro Poder também tenha ciência do tamanho do problema que se avizinha'", disse Braga Netto.

Na visita ao Supremo, Bolsonaro reclamou das restrições impostas por Estados e municípios à indústria e ao comércio durante a epidemia de coronavírus, e afirmou que as consequências econômicas estão "batendo à porta".

Em resposta, Toffoli cobrou do governo uma coordenação do Executivo com os demais Poderes e com os governos estaduais.

A audiência, que não estava agendada previamente, foi transmitida ao vivo nas redes sociais do presidente.

 

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