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AGU pede ao STF para enviar vídeo editado de reunião

O Advogacia-Geral da União pediu ao STF que permita ao Planalto enviar o vídeo editado da reunião de Bolsonaro com ministro

7 mai 2020
16h51
atualizado às 17h01
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Plenário do STF, em Brasília
17/10/2019
REUTERS/Adriano Machado
Plenário do STF, em Brasília 17/10/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O advogado-geral da União, José Levi Mello, pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello que permita ao Palácio do Planalto o envio de um vídeo editado de uma reunião ministerial, realizada em 22 de abril, na qual, de acordo com o ex-ministro Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro teria cobrado a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Segundo depoimento prestado por Moro no sábado, no âmbito de investigação sobre as acusações que fez contra Bolsonaro, o presidente teria dito na reunião que iria interferir em todos os ministérios e, quanto à pasta da Justiça e Segurança Pública, se não pudesse trocar o superintendente da PF no Rio, trocaria o diretor-geral da corporação e o próprio ministro da Justiça. Esse episódio ocorreu dois dias antes de Moro pedir demissão do cargo.

O pedido de envio de um vídeo editado ocorreu após o chefe da AGU ter solicitado na noite anterior que o Supremo avaliasse a possibilidade de reconsiderar a solicitação de entrega de cópia de eventuais registros audiovisuais da reunião presidencial, argumentando que "nela foram tratados assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de Relações Exteriores, entre outros".

Agora, em uma nova manifestação, o ministro da AGU afirmou: "Em complementação à petição anteriormente aviada, rogar seja também avaliada a possibilidade de reconsiderar a ordem de entrega de cópia de eventuais registros audiovisuais de reunião presidencial ocorrida no dia 22 de abril de 2020, para que se restrinja apenas e tão-somente a eventuais elementos que sejam objeto do presente inquérito".

A manifestação foi apresentada no inquérito aberto pelo STF para apurar declarações de Moro de que Bolsonaro interferiu politicamente na PF.

 

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