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'Marca Brasil' perde seis posições em índice de percepção global, diz estudo

De acordo com relatório de consultoria inglesa, fatores como a gestão da crise da covid e a fuga de investidores estrangeiros fizeram o País cair da 29.ª posição geral para a 35.ª

25 fev 2021
05h10
atualizado em 5/3/2021 às 14h18
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O Brasil perdeu seis posições no ranking do Índice Global de Soft Power (GSPI), que mede a percepção da marca-país de mais de 100 nações por meio de indicadores como reputação, reconhecimento e governança. De acordo com o relatório da consultoria inglesa Brand Finance, divulgado nesta quinta-feira, 25, fatores como a gestão da crise da covid-19 e a fuga de investidores estrangeiros fizeram o País cair da 29.ª posição geral - alcançada em 2020, primeiro ano da listagem - para o 35.º lugar.

Por outro lado, países vistos como modelos no combate ao novo coronavírus registraram o movimento contrário. A Nova Zelândia, considerada o principal exemplo de gestão da crise, ganhou seis posições. "O Brasil é muito representativo na mídia. Tudo que se faz aqui é potencializado. Atribuo essa queda predominantemente à forma desorganizada com que o governo tratou a vacina, por exemplo, em algumas declarações. Essas falas rodam o mundo e acabam influenciando as pessoas", explica Eduardo Chaves, diretor-geral da Brand Finance no País.

No ranking que avalia a forma com que as pessoas classificam a performance dos países no enfrentamento à pandemia, o Brasil teve a segunda pior avaliação, ficando à frente apenas dos Estados Unidos. O país também perdeu posições no ranking geral, assim como China e Índia.

Para as mais de 75 mil pessoas ao redor do mundo que participaram da pesquisa - entre o público em geral, de 102 países, e especialistas -, a crise da covid-19 também impactou de forma negativa a percepção das habilidades de governança do País. Apesar de a perda ter sido pequena (0,1), ganhos expressivos de outros países, como o Catar (0,8) contribuíram para a queda do Brasil. O próximo país-sede da Copa do Mundo, que ocupava a 31ª posição no GSPI em 2020, abaixo do Brasil, subiu cinco posições em 2021.

O Brasil ganhou pontos por percepções de negócios (0,7), relações internacionais (0,7), influência (0,2) e reputação (0,1). No quesito familiaridade, a avaliação permaneceu a mesma, uma das maiores da lista.

Cultura

O País ocupa a 8.ª posição na categoria de herança cultural, que mede as referências de arte, entretenimento, culinária e esportes. Para Chaves, o mundo vê com bons olhos a música brasileira, que tem como representantes desde Tom Jobim até a cantora Anitta. "Nesse ano especificamente, o que nos segura lá em cima? O que faz com que essas pessoas no globo todo acabem falando: 'o Brasil continua tendo um bom nível de artistas'? É, por exemplo, a gente ter uma artista nacional na Times Square (referindo-se ao show da cantora Anitta durante o réveillon de Nova York). Isso eleva a percepção desse ano especificamente", diz.

A participação do Brasil em grupos como o G-20 (das 20 maiores economias do mundo) e blocos como o Brics (que ainda inclui Rússia, Índia, China e África do Sul) também ajuda a percepção internacional do País, diz Chaves.

Ranking

  • 1. Alemanha - 62,2
  • 2. Japão - 60,6
  • 3. Reino Unido - 57,9
  • 4. Canadá - 57,2
  • 5. Suíça - 56,3
  • 6. Estados Unidos - 55,9
  • 7. França - 55,4
  • 8. China - 54,3
  • 9. Suécia - 52,2
  • 10. Austrália - 52,2
  • 35. Brasil - 38,1

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Estadão
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