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"Lamento as mortes, mas vamos tocar a vida", diz Bolsonaro

O Brasil neste momento chegou a 98.493 mortos por covid-19, segundo o Ministério da Saúde.

6 ago 2020
20h19
atualizado às 21h09
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Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Ministério de Minas e Energia, em Brasília
05/08/2020
REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Ministério de Minas e Energia, em Brasília 05/08/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, em transmissão pelas redes sociais, lamentar as mortes por Covid-19 no país, que devem chegar em breve a 100 mil, mas disse que é preciso tocar a vida e buscar formas de superar o novo coronavírus.

"A gente lamenta todas as mortes, está chegando ao número 100 mil... mas vamos tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema", disse.

Nesta quinta, o Brasil registrou 1.237 novas mortes em decorrência do coronavírus, atingindo uma contagem total de 98.493 óbitos, de acordo com informações do Ministério da Saúde. O número emblemático de 100 mil óbitos deve ser atingido no sábado.

Segundo país do mundo mais afetado pela pandemia de Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil também notificou mais 53.139 casos da doença, o que eleva o total local a 2.912.212 infecções.

Na transmissão pelas redes sociais, o presidente também responsabilizou "alguns" prefeitos e governadores pela alta do desemprego. Ele criticou as medidas mais drásticas de fechamento de atividade econômica, como lockdowns, e citou que a perda de empregos é um "efeito colateral" mais grave do que o causado pelo próprio vírus.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Brasil encerrou o segundo trimestre com a maior taxa de desemprego em três anos e redução recorde no número de pessoas ocupadas, como consequência das medidas de contenção da pandemia de coronavírus.

 

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