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Empresas se reúnem em movimento para buscar soluções para o pós-pandemia

Grupo conta com nomes como Carrefour, Magazine Luiza e Usiminas, além do empresário Jorge Gerdau, e estimula a troca de experiências entre os participantes

28 mai 2020
10h31
atualizado às 11h49
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Na busca para se reinventar e encontrar soluções para os negócios durante a pandemia do coronavírus, três empresários decidiram lançar no final de abril um movimento para trocar experiências. Em um mês, o #VamosVirarOJogo atraiu 453 empresas e associações interessadas em participar da iniciativa. Na lista, estão nomes de peso como Carrefour, Magazine Luiza, 3M e Usiminas., além do empresário Jorge Gerdau, presidente do Mundo Brasil Competitivo.

"Nosso objetivo é estimular a troca de experiências e o compartilhamento de iniciativas que estão dando certo durante a pandemia", afirma o fundador e presidente do grupo Empreenda, César Souza, idealizador do movimento. Ele conta que a iniciativa surgiu como uma forma de encarar o futuro e ver a vida no pós-covid-19.

Com a ideia na cabeça, ele procurou dois outros empresários para tocar o projeto: Alexandro Barsi, presidente e fundador da Verity Group, e Vittorio Danesi, fundador e presidente da Simpress. Em dois dias, eles conseguiram 16 adesões e daí para frente o movimento cresceu de forma acelerada. O objetivo é chegar ao fim deste mês com a participação de 500 empresas e até o fim do ano ter 1 mil companhias reunidas.

Uma das primeiras iniciativas, diz Souza, foi reunir as melhores práticas adotadas até agora pelas companhias. "Lançamos uma mensagem eletrônica pedindo que as empresas nos enviassem as iniciativas tomadas durante a pandemia e que podem servir de inspiração para outros." Até agora o movimento tem 52 cases que se enquadram dentro das melhores práticas.

"Entendemos que as empresas terão de se reinventar nas formas de se relacionar com clientes, na gestão e na relação comercial. Nosso objetivo é mostrar como lidar com essa nova situação", diz o idealizador do movimento. Segundo ele, o compartilhamento de melhores práticas e ideias inovadoras vai ajudar as empresas a superar os obstáculos da crise e a se prepararem para o futuro.

O vice-presidente do Carrefour, Stephane Engelhard, responsável pela área de assuntos institucionais, conta que a empresa aderiu ao movimento por entender que pode dar grande contribuição para empresas menores. "Nosso setor é considerado uma atividade essencial. Por isso, não fechamos as portas durante a pandemia e tivemos de adotar protocolos rígidos para preservar clientes e funcionários."

Ele conta que várias das iniciativas adotadas pelo grupo francês foram replicadas em outros estabelecimento, como a instalação de acrílico nos caixas, marcação de distância no chão e medição de temperatura. "Entendemos que nosso protocolo de medidas sanitárias poderia ser importante para a reabertura da economia em outros companhias. Da mesma forma, acreditamos que podemos adotar outras experiências."

O presidente da Simpress, Vittorio Danesi, tem opinião semelhante: "Temos como contribuir, mas também podemos aprender com essas experiências". Mas, para ele - que é fundador da empresa que atua na terceirização de impressoras e multifuncionais - a infraestrutura que as grandes empresas têm para debater e criar soluções inovadores em momentos de estresse é maior que em empreendimentos menores. "E com isso eles podem se beneficiar, interagindo e conhecendo outras práticas adotadas no mercado."

Ele conta que a empresa se inspirou em medidas adotadas na Europa, como França, Espanha e Itália, na retomada econômica para preparar para o pós-isolamento social. "Tudo tem começo, meio e fim. Precisamos atravessar a ponte."

O movimento também será um ambiente para discutir e estruturar propostas que serão levadas a formuladores de políticas (governos federal, estadual ou municipal). César Souza destaca, entretanto, que a iniciativa não tem o objetivo de discutir questões políticas e partidárias. Além disso, não há custos envolvidos.

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Segunda onda de covid-19 na Europa
Estadão
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