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Brasil perde quase 9 milhões de postos de trabalho, diz IBGE

Desemprego sobe para 13,3% no segundo trimestre; número de desocupados ficou em 12,8 milhões no período

6 ago 2020
09h21
atualizado às 10h56
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A taxa de desocupação subiu para 13,3% no segundo trimestre de 2020, ante 12,2% no perído de janeiro a março, informou nesta quinta-feira, 6, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No segundo trimestre de 2019, a taxa estava em 12%.

Homem mostra carteira de trabalho em fila para procurar emprego no centro de São Paulo
29/03/2019
REUTERS/Amanda Perobelli
Homem mostra carteira de trabalho em fila para procurar emprego no centro de São Paulo 29/03/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o número de pessoas ocupadas no Brasil teve redução recorde de 9,6% no trimestre encerrado em junho, frente ao trimestre anterior: a queda foi de 8,9 milhões de ocupados. O número de desocupados ficou estável em 12,8 milhões.

O resultado ficou pouco acima da mediana das estimativas das instituições financeiras ouvidas pelo Projeções Broadcast, de 13,2%, com as projeções indo de 13,0% a 14,0%.

Com o tombo esperado para a atividade econômica, é unânime entre os analistas a avaliação de que a taxa de desemprego deve atingir seu maior nível da série histórica em 2020. As projeções para a média do ano vão de 12,7% a 15,03% - o recorde foi registrado em 2017, quando a taxa ficou em 12,7%.

O afrouxamento das medidas de distanciamento social nas principais cidades do País também é um fator que deve impulsionar a taxa, segundo os analistas. Impedidas de circular, cerca de 6,5 milhões de pessoas deixaram a força de trabalho - o contingente de pessoas que trabalha ou busca emprego - desde o primeiro trimestre, segundo o IBGE. Caso elas voltem a procurar trabalho, vão elevar o resultado final.

"A volta das pessoas para a força de trabalho, por um lado, e a continuidade das demissões, por outro, devem continuar pressionando pela piora dessa taxa", resume o economista João Leal, da Rio Bravo Investimentos.

Ele também menciona os números da Pnad-Covid, que mostraram elevação da taxa de desemprego de 11,4% na semana encerrada no dia 30 de maio para 13,1% no período até 27 de junho. "Não são diretamente comparáveis, mas mostra que existe uma tendência de alta nessa taxa", pontua.

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Estadão
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