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Covid-19: SP projeta chegar a 265 mil casos até o fim do mês

Número é mais do que o dobro do total de casos registrado no Estado atualmente; Estado diz que Plano São Paulo prevê dar conta desta demanda

3 jun 2020
13h41
atualizado às 13h51
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O governo João Doria (PSDB) divulgou nesta quarta-feira, 3, uma projeção sobre a evolução da pandemia de coronavírus no mês de junho. Ela aponta que o número total de infectados pode mais do que dobrar até o próximo dia 30, e poderá ficar entre 190 mil e 265 mil casos, ante os atuais 123 mil casos registrados atualmente. Segundo o vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), o processo de reabertura parcial de algumas regiões do Estado, chamado Plano São Paulo, foi feito considerando esses dados.

Bruno Covas e João Doria durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes
Bruno Covas e João Doria durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes
Foto: Roberto Casimiro/FotoArena / Estadão

"Não há surpresa nos números apresentados e eles fazem parte desse planejamento na área da Saúde", disse Garcia, ao afirmar que a as ações de reabertura já consideraram o impacto que esses novos casos trará ao sistema de saúde do Estado.

Segundo o governo, em abril o total de casos da doença cresceu dez vezes, passando de 2.981 para mais de 30 mil casos. Já em maio, o aumento foi menor, de três vezes, crescendo de 30 mil para cerca de 118 mil casos. As projeções da área da saúde, segundo Garcia considerando o plano de reabertura, é que doença ainda cresça entre 1,7 vez e 2,4 vezes até 30 de junho.

Ao tratar do plano, a secretária de Desenvolvimento Econômico e Social, Patrícia Ellen, afirmou que o Estado deverá estar preparado para uma alternância entre movimentos de maior abertura comercial e momentos em que será preciso regredir, voltando a adotar medidas mais severas de distanciamento social, para garantir a abertura segura.

"Conforme a evolução das regiões, é possível que as medidas restritivas passem a ser menores, mas é possível acontecer o contrário e haver um endurecimento da restrição. A etapa de transição precisa dessa consciência", afirmou Patrícia.

Na apresentação feita nesta quarta, Patrícia indicou que, na próxima semana, 12 regiões do Estado deverão ter a mesma classificação (entre vermelha, laranja, amarela, verde e azul) que obtiveram nesta semana. Duas regiões, de Bauru e Barretos, que estão na fase amarela, devem regredir para a fase amarela. Já as regiões de Registro, Taubaté e a Baixada Santista, que estão na fase vermelha, devem evoluir na próxima semana para a fase amarela.

Doria destacou que o Ministério Público Estadual será acionado para tomar medidas contra prefeitos do interior do Estado que resolverem adotar medidas de liberação que sejam diferentes daquelas previstas no plano.

O governador abriu a entrevista coletiva, que ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da capital, dizendo que "não há liberou geral" no Estado, em uma referência ao Plano São Paulo, dizendo que "a retomada da economia vai ser feita de forma segura e sensível". Sem ser questionado sobre isso, falou que "não há pressão" vinda nem de prefeitos, nem de parlamentares nem de empresários para acelerar a reabertura, afirmando que "a pior maneira" de conseguir ao com ele, e com o prefeito Bruno Covas, seria por meio da pressão.

Mortes superam os 8 mil casos

São Paulo registrou mais 282 mortes nas últimas 24 horas, fazendo o total de óbitos por covid-19 chegar a 8.276. As mortes variaram de 118.295 para 123.483.

Na coletiva, o governador disse ainda que o Estado fez um acordo com as concessionárias de água, gás e energia para evitar o corte do fornecimento desses serviços até 31 de julho, mesmo para clientes inadimplentes. É uma ação focada na população de baixa renda que foi feita, segundo Doria, por meio de um acordo com as empresas. "Não há imposição, há entendimento", afirmou o governador.

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Estadão
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