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Covid-19: Prefeitura de SP diz que 90% do comércio fechou

Policiais militares estão dando apoio a fiscais das subprefeituras para cumprir decreto de restrição na capital paulista

20 mar 2020
16h05
atualizado às 16h25
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Cerca de 90% do comércio de São Paulo obedeceu ao decreto que determinou o fechamento das lojas para tentar conter o avanço do novo coronavírus. A estimativa é da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Nesta sexta-feira, 20, foi o primeiro dia de vigência da norma. A Polícia Militar deu apoio na manhã a fiscais da secretaria que fizeram verificação na região da Rua 25 de Março, centro de comércio popular de rua da cidade. Agentes das 32 subprefeituras fizeram blitze nós bairros.

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, durante coletiva de imprensa
Bruno Covas, prefeito de São Paulo, durante coletiva de imprensa
Foto: João Alvarez/FotoArena / Estadão

"A partir de hoje, começou a valer o decreto que restringe lojas de vendas de mercadorias, de bens, na cidade, e a ação de fiscalização feita pela Prefeitura começou com o bloqueio de algumas ruas em especial na região de comércio popular no centro de São Paulo e essa ação foi feita em parceria com a Polícia Militar", disse o prefeito Bruno Covas. "A Polícia Militar já tem colaborado com o município e, desde que o decreto foi assinado, se colocou à disposição", disse Covas.

Comerciante flagrados abertos serão fechados pela Prefeitura, mas sem autuação. Só na reincidência é que o local será lacrado. "As ações são de convencimento, temos de contar com a colaboração da sociedade", disse o secretário das Subprefeituras, Alexandre Modonezi. "Não tem fiscais nem policiais para fiscalizar a cidade toda. As pessoas precisam ser convencidas", afirmou. Por isso, não há dado exato sobre o total de comerciantes que desrespeitaram o decreto.

"Mesmo os ambulantes, que tinham TPU (o documento que atesta a legalidade) e foram para a rua, nós conversamos e não apreendemos as mercadorias. Com os lojistas, temos que pensar que eles são comerciantes, estão regularizados", complementou.

O secretário diz que há situações que deverão resultar em outros tipos de ação por parte da Prefeitura. "Na periferia, há muita gente que não está trabalhando e decidiu ficar na rua, como estava ocorrendo no litoral. Em alguma bairros, parece que é domingo", disse Modonezi, com relação às pessoas que insistem em ficar na rua.

A Prefeitura começará já no fim de semana um esquema de lavagem de ruas, com produtos químicos adicionados à água, para a higienização de locais com grande fluxo de pessoas, além dos terminais de ônibus.

Estadão
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