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Biden promete vacina para todos nos EUA até fim de maio

Presidente antecipou em 2 meses previsão inicial de imunização

3 mar 2021
07h44
atualizado às 08h00
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou na noite desta terça-feira (2) que o país terá vacina contra a covid-19 para todos os adultos "até o fim de maio", antecipando a previsão que havia feito de que a meta seria atingida no fim de julho.

Vacinação nos EUA está acelerada desde que Biden assumiu a Presidência
Vacinação nos EUA está acelerada desde que Biden assumiu a Presidência
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"Há três semanas, eu anunciei que nós teríamos vacinas suficientes para todos os norte-americanos até o fim de julho. Com os esforços para potencializar a produção, digo que nós estamos no caminho certo para ter vacinas suficientes até o fim de maio", afirmou na Casa Branca.

Porém, o democrata reforçou que o esforço feito na produção dos imunizantes deve vir acompanhado também com agilidade na distribuição aos estados e na aplicação. "Ter apenas a vacina não é suficiente porque precisamos de pessoas para aplicar as injeções em milhões de braços", acrescentou.

Durante sua fala, o presidente ainda pediu um esforço dos estados para vacinar os professores e os trabalhadores do setor de educação, ao menos, com a primeira dose, "até o fim do mês de março". Até o momento, cerca de 30 estados priorizaram a categoria entre os 50 estados do país.

Questionado sobre os estados do Texas e do Mississippi, que revogaram todas as medidas restritivas de combate ao coronavírus Sars-CoV-2, Biden não falou detalhadamente, mas ressaltou que "esse não é o momento de baixar a guarda".

Desde que assumiu a presidência, em 20 de janeiro, o democrata impôs metas diárias de vacinação anti-Covid - com alguns dias batendo em quase dois milhões de vacinados - e acelerou a compra de mais doses para garantir que os EUA tenham vacinas suficientes para toda a população de mais de 328 milhões de habitantes.

Até o momento, a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) autorizou o uso emergencial de três vacinas: da Pfizer/BioNTech, da Moderna e, recentemente, da Janssen-Cilag, o laboratório belga que pertence à Johnson & Johnson.

Ainda durante a sua fala com os jornalistas, Biden confirmou a informação de que a farmacêutica Merck & Co fechou um acordo com a J&J para a produção do imunizante anti-Covid. Assim como ocorreu nesse caso, a Pfizer também fechou acordo com farmacêuticas concorrentes nos EUA e na Europa para acelerar a produção de ampolas.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, os Estados Unidos são os líderes mundiais em casos confirmados de Covid-19, com 28.719.624, e em mortes pela doença, 516.608. Já o portal "Our World in Data" informa que, até o dia 1º de março, os EUA já aplicaram mais de 76,9 milhões de doses das vacinas - considerando quem tomou uma ou as duas doses. .
   

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