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Continuação de "O Fantasma da Ópera" divide crítica britânica

10 mar 2010 - 16h19
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O novo musical de Andrew Lloyd Webber, "Love Never Dies" ("O amor nunca morre", na tradução livre), segunda parte de "O Fantasma da Ópera", divide opiniões entre os críticos britânicos.

A estreia vem precedida de uma campanha contra feita pelos admiradores de "O Fantasma da Ópera", que consideram um sacrilégio dar continuidade a uma obra tida como excepcional.

Os críticos divergem entre si. Enquanto o "Times" dá só duas estrelas ao musical, o "The Independent" concede cinco e considera a obra "fabulosa".

Começando com os elogios, o "Independent" destaca a excelência técnica da "suntuosa e às vezes sutil produção" de Jack O''Brien e "o esplendor" com que a orquestra interpreta as melodias de Webber.

O periódico também elogiou os cenários de Bob Crowley e Jon Driscoll, com seus interiores dourados que imitam a vegetação e a plumagem de peru real do Art Nouveau e os fantasmagóricos exteriores da obra.

Ao contrário do original o musical não se desenvolve em Paris, mas no parque de diversões nova-iorquino de Coney Island.

O único ponto em que o crítico do jornal dá razão aos detratores é o final, considerado fraco. "Tudo que veio antes é de repente menos que a soma das partes", diz.

Já o crítico do "Daily Telegraph" dá ao espetáculo quatro estrelas e reconhece que "Love Never Dies" parece uma "relíquia de outra época". Ele defende que este tipo de musical, obscuro e pessimista, foi substituído no coração do público por comédias musicais como "Hairspray" e "Mudança de Hábito".

"No meio de uma recessão - escreve o crítico - o público vai gastar o seu dinheiro em duas horas e meia de fantasias góticas, fervor passional e morte súbita como anotação final?".

Ele diz não ter resposta. Enquanto isso assegura não ter dúvida nenhuma de que este "é o melhor espetáculo de Lloyd Webber desde o ''Fantasma'' original, com suas fascinantes melodias e um romantismo que produz calafrios".

"Há algo pessoal na relação de Lloyd Webber com o ''Fantasma''.

Como se através do personagem desse compositor torturado e deformado ele estivesse remexendo no seu próprio e obscuro mundo interior", comenta.

"Os cenários de Bob Crowley, embora não sejam tão opulentos como os de Maria Björnson no ''Fantasma'' original nem ofereçam algo tão valente e assustador, são de constante inventividade com o uso inteligente do vídeo e a profusão de Art Nouveau", continua.

Muito mais depreciativo que seus colegas, o crítico do "Times" diz que "este não é o ''Fantasma'' conhecido". Irônico, para ele "a gárgula envenenada que se consome de fogo no inferno assistiu em Nova York a aulas onde ensinam a dominar a ira".

"Embora conserve em um sarcófago um corpo como o de Cristina e tenha enchido o ninho de todo tipo de extravagâncias como um esqueleto que empurra uma mesinha de coquetel e um gorila de ficção científica que bate um instrumento de percussão, o fantasma se tornou um cavalheiro cortês, um ambicioso empresário e será em breve um pai bobo", argumenta.

"O final - que o crítico não quer revelar - não está suficientemente motivado e é de um sentimentalismo apreciado pela Broadway, para onde irá o musical: as reconciliações pai-filho atraem especialmente os americanos. Até quando o pai leva coberto parte do rosto com uma máscara em vez de um boné de beisebol", conclui o texto.

EFE   
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