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Com 'pausa tática', ajuda humanitária entra em Gaza; ONU chama de 'gota no oceano'

28 jul 2025 - 10h41
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A entrada de caminhões com suprimentos humanitários começou a ocorrer em Gaza após a chamada "pausa tática" anunciada por Israel. A trégua temporária não suspendeu completamente os ataques e é limitada a trechos específicos do território palestino. Apesar da movimentação, a Organização das Nações Unidas (ONU) classifica os esforços como apenas uma "gota no oceano" diante das necessidades locais.

Caminhões de ajuda humanitária chegam em Gaza
Caminhões de ajuda humanitária chegam em Gaza
Foto: Reprodução/X COGAT / Perfil Brasil

Ajuda humanitária será suficiente?

Segundo o COGAT, órgão militar israelense que supervisiona ações nos territórios palestinos, mais de 120 caminhões já tiveram seus insumos recolhidos para distribuição até ontem. Outros 180 veículos estão no interior do enclave, aguardando a liberação da carga por equipes da ONU e organizações parceiras. Centenas permanecem em espera nos arredores da fronteira.

O cenário humanitário é crítico. Dados do Ministério da Saúde de Gaza revelam que 14 palestinos morreram de desnutrição nas últimas 24 horas — dois deles eram crianças, segundo a agência estatal WAFA. O total de mortes por fome no território chegou a 147. Para a ONU, o aumento na entrada de ajuda é positivo, mas insuficiente. O chefe humanitário do órgão, Tom Fletcher, afirmou à BBC que as ações representam um começo, mas que é necessário "muito mais". Ele descreveu a crise como uma "atrocidade do século 21".

Embora o Exército de Israel tenha anunciado a suspensão temporária dos bombardeios em três áreas — Deir al-Balah, no centro; al-Mawasi, no sul; e Cidade de Gaza, no norte — os ataques continuam em outros pontos. A Defesa Civil local informou que 16 palestinos foram mortos hoje por forças israelenses. O correspondente Tareq Abu Azzoum, do Al Jazeera, relatou que caças ainda sobrevoam a região.

Corredores limitados e críticas à ONU

A trégua, válida das 10h às 20h no horário local (4h às 14h em Brasília), foi uma resposta à pressão internacional para permitir o acesso a alimentos e água potável. Corredores humanitários foram criados para viabilizar a distribuição. Ainda assim, o governo de Israel culpa a ONU pela crise de abastecimento e exige mais agilidade. "Esperamos que a ONU colete e distribua os alimentos, sem atrasos ou desculpas", declarou o Ministério das Relações Exteriores em nota.

O bloqueio total à ajuda, imposto por Israel entre março e maio, agravou a situação. O número de mortos tentando buscar comida já supera mil pessoas — a maioria baleada ao se aproximar de centros de distribuição. Além disso, cerca de cem mil crianças com menos de dois anos correm risco de morte iminente, segundo o governo palestino. Dentre elas, 40 mil são bebês com poucos meses de vida. A causa, apontam as autoridades locais, é a "completa falta de leite e de suplementos nutricionais".

A guerra se estende desde outubro de 2023, quando um ataque do grupo Hamas em Israel matou 1.219 pessoas, em sua maioria civis, segundo a agência AFP. A resposta israelense tem sido devastadora: mais de 59.733 mortes foram registradas em Gaza, também de maioria civil, de acordo com balanços recentes.

Perfil Brasil
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