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Com Alvorada cheio, Dilma assiste a julgamento com Lula

31 ago 2016
23h21
atualizado em 1/9/2016 às 07h37
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Dilma prometeu fazer “a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer”
Dilma prometeu fazer “a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer”
Foto: Agência Brasil

O último dia de Dilma Rousseff como presidente da República teve reuniões, conversas por telefone e a presença de diversos políticos, integrantes de entidades sociais e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de a residência oficial da Presidência da República estar cheia de visitantes, ela optou por assistir o julgamento no Senado de uma forma mais privada.

Com o julgamento marcado para iniciar às 11h, a romaria no Palácio do Alvorada começou cedo. Primeiro, com deputados federais do PT e do PCdoB. Depois, com integrantes de movimentos e entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE). Além deles, também esteve na residência a cantora Fernanda Takai, vocalista da banda mineira Pato Fu. Ontem ela já tinha visitado Dilma e os senadores contrários ao impeachment.

Antes de iniciar o julgamento, Dilma foi até a sala onde estavam seus apoiadores, abraçou e conversou com cada um. Pelos relatos obtidos pelo Terra, um das mais emocionadas era a ex-ministra do Desenvolvimento Social Teresa Campello. Ela foi a responsável por comandar o programa Bolsa Família entre 1º de janeiro de 2011 até o afastamento da então presidente, em maio passado.

Na conversa com Teresa Campello, a ex-presidente pediu que ela não chorasse e resistisse à atual situação política. Ela também comentou com os presentes que não tinha expectativa que o placar fosse revertido. Desde sexta-feira (26), o ex-presidente Lula intensificou as conversas na tentativa de virar o voto de senadores. E também articulou para a votação fosse fatiada, como acabou ocorrendo.

Conversou por telefone com seu advogado, José Eduardo Cardozo, e com a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Deles, recebeu relatos de como seria a votação e a expectativa pelo placar. As conversas sobre espaços em um possível governo Dilma, com promessa de cargos para quem votasse contra o impeachment, além da narrativa do golpe e da honestidade da petista, não tinham surtido efeitos. 

Após conversar com todos os visitantes, Dilma se retirou para a biblioteca do Alvorada. Acompanhada de Lula e poucos assessores, assistiu ao julgamento pela televisão. Aliados dizem que ela não demonstrava tristeza e que estava calma durante as quase quatro horas de sessão. Quando terminou, saiu para a parte externa do palácio. Cercada por apoiadores, fez sua última manifestação como presidente da República.

Dilma tem até 30 dias para sair do Alvorada e deixar o local para o atual presidente, Michel Temer. Seu futuro profissional ainda não está definido. De acordo com Kátia Abreu, uma das principais aliadas e amiga pessoal da petista, ela deve passar inicialmente um período em Porto Alegre com a filha e os netos. Depois, vai analisar convites de universidades brasileiras e do exterior.

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Fonte: Especial para Terra
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