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Coletivo busca tombamento nacional do Parque da Redenção para preservar patrimônio histórico

Integrantes do Coletivo Preserva Redenção entregam pedido ao Iphan para evitar alterações no parque

25 jul 2023 - 14h04
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Na manhã desta segunda-feira (24), membros do Coletivo Preserva Redenção realizaram uma importante ação ao entregar ao superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio Grande do Sul, Rafael Passos, um pedido de tombamento do Parque Farroupilha, conhecido como Redenção, como patrimônio histórico nacional. O parque já possui tombamento como patrimônio histórico e cultural de Porto Alegre desde 1997, mas o coletivo busca proteção em âmbito nacional para evitar mudanças que possam descaracterizar a área devido a alterações legislativas no âmbito municipal. Com informações do Sul21.

Foto: Divulgação | PMPA / Porto Alegre 24 horas

Durante a reunião, os integrantes do coletivo apresentaram uma carta destacando que a atual gestão do prefeito Sebastião Melo (MDB) tem planos de conceder a administração da Redenção para a iniciativa privada por até 35 anos, o que poderia permitir intervenções de impacto paisagístico, ambiental e cultural. A carta alerta para os riscos de desfiguração das características originais do parque diante dessas propostas.

Ana Maria Dalla Zen, uma das integrantes do coletivo, enfatiza que o tombamento em nível municipal não oferece a mesma proteção que o tombamento em âmbito nacional. Ela destaca que a mudança na legislação municipal em 2019 possibilitou a realização de novas construções no parque, como a substituição do orquidário por um espaço gourmet. O tombamento a nível nacional, segundo ela, garantiria maior segurança ao parque, evitando modificações de acordo com interesses momentâneos de gestores municipais.

No encontro, também foi apresentado um parecer elaborado pelo professor Carlos Fernando de Moura Delphim, reconhecido idealizador do conceito de jardim histórico no Brasil. No parecer, Delphim destaca que a Redenção é um dos jardins históricos mais importantes do país e, de acordo com as diretrizes da Carta dos Jardins Históricos, qualquer modificação que coloque em risco sua integridade, autenticidade e equilíbrio ecológico deve ser proibida.

O professor também menciona que a área original do parque era de 69 hectares, mas foi reduzida para 37,51 hectares. O parecer lista ainda uma série de ameaças à fauna, à flora e à sociedade que podem surgir caso ocorra a concessão para a administração privada do parque. O pedido de tombamento nacional será avaliado pelos técnicos do Iphan-RS e posteriormente encaminhado para a superintendência nacional. A expectativa é que o tombamento em nível federal possa assegurar a preservação e proteção adequada do patrimônio histórico da Redenção.

Porto Alegre 24 horas
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