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O poder da mentoria como rota para avançar nessa situação

Mais concorrido que vestibular, programa formador de conselheira tem inserção de mais de 60% das alunas

27 jun 2021 15h10
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A presença feminina nos conselhos de administração ainda deixa muito a desejar. Segundo levantamento da Teva Índices, elas representam apenas 14% dessas posições em 2021, e 39,7% das empresas listadas na Bolsa não têm nenhuma mulher no conselho.

Apesar de desanimadores, esses números vêm melhorando ao longo dos anos, e a fundação Women Corporate Directors (WCD) está à frente de diversas iniciativas. Uma delas é o programa Diversidade em Conselho, em parceria com a B3, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a International Finance Corporation (IFC) e a Spencer Stuart.

Em 2020, o programa teve, em sua quinta edição, mais de 700 inscritas para 40 vagas. "É mais concorrido do que muito vestibular para entrar em universidade", comemora Leila Abraham Loria, presidente do Conselho de Administração do IBGC e cochair da WCD.

São seis e oito sessões individuais de mentoria, além de palestras e encontros em grupo. A ideia é aproximar as mulheres de conselheiros e conselheiras de destaque, que as ajudem com troca de experiências, formação e networking, para que saiam mais preparadas para assumir posições em conselhos. Leila explica que há diversos mentores homens, exatamente com o objetivo de torná-los embaixadores da causa, conhecendo, contratando e indicando mulheres.

O programa acumula sucessos, e 60 a 70% das ex-participantes já fazem parte de algum conselho atualmente, afirma Leila, mas a participação de mulheres negras ainda estava aquém do esperado. Para melhorar essa situação, foi criado também o Conselheiras 101 em 2020, que consistiu em 15 encontros de 1h30 a 2 horas. "Se a síndrome da impostora já atinge as mulheres com tanta força, imagina então para as mulheres negras. Sentimos que elas nem participavam das reuniões da WCD porque lá a maioria já era conselheira", lembra Leila.

A ideia é contribuir tanto na formação profissional quanto na segurança e na autoestima das mulheres. No momento não há inscrições abertas para os programas, mas as interessadas podem acompanhar os sites e as redes sociais da WDC e do IBGC para mais informações.

Estadão
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