0

Desastres naturais crescem 5 vezes nos últimos 50 anos

Perdas econômicas cresceram sete vezes; foram dois milhões de mortes e perdas avaliadas em US$ 3,6 trilhões, segundo OMM

13 out 2020
05h10
atualizado às 07h27
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

O número de eventos climáticos extremos têm aumentado de frequência, intensidade e severidade em todo o mundo em decorrência das mudanças climáticas, de acordo com o relatório Estado dos Serviços Climáticos de 2020, lançado nesta terça-feira, 13, pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Incêndios atingem o Pantanal
03/09/2020
REUTERS/Amanda Perobelli
Incêndios atingem o Pantanal 03/09/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

Segundo o estudo, o número de mortes por desastre caiu um terço nos últimos 50 anos, mas a quantidade de desastres aumentou cinco vezes. Já as perdas econômicas cresceram sete vezes. Foram 2 milhões de mortes e perdas avaliadas em US$ 3,6 trilhões (R$ 19,9 trilhões).

Em 2019, aproximadamente 108 milhões de pessoas no planeta requisitaram ajuda do sistema humanitário internacional como resultado de tempestades, inundações, secas e incêndios. Até 2030, é estimado que este número pode aumentar quase 50% a um custo de cerca de US$ 20 bilhões (R$ 110,6 bilhões) por ano.

Conforme o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, sistemas de alerta precoce desses desastres constituem um pré-requisito para uma "efetiva redução de risco de desastres e adaptação às mudanças climáticas". Ele ainda afirma que "estar preparado e capaz de reagir no momento certo, no lugar certo," pode salvar muitas vidas e meios de subsistência de comunidades em vários locais.

Enquanto a covid-19 produziu uma crise internacional de saúde e da economia, cuja recuperação levará anos, ele afirma ser "crucial" lembrar que as mudanças climáticas seguirão sendo uma ameaça a vidas humanas, ecossistemas, economias e sociedades nos próximos séculos.

 

Veja também:

As mortes sem holofotes de quem luta pelo meio ambiente no Brasil e no mundo
Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade