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Para ONGs, acordo leva a uma economia baixa em carbono

12 dez 2015
13h41 atualizado às 17h43
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13h41 atualizado às 17h43
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Foto: efe

As principais ONGs consideraram que o compromisso climático proposto na cúpula de Paris (COP21) é um giro "histórico" que torna irreversível a transição para uma economia baixa em carbono, embora a partir de agora seja preciso pressionar governos e empresas para cumpri-lo e elevar suas ambições.

"O trabalho está longe de estar terminado", preveniu o diretor-executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, ao comentar perante a imprensa em Paris o documento apresentado pelo presidente da COP21, o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius.

Naidoo colocou ênfase que "a luta continua a partir de amanhã", porque é preciso pressionar os governos não só para que cumpram com os compromissos que adquiriram, mas também para "elevar o nível de ambição".

No entanto, reconheceu que com o documento que vai ser submetido às 196 delegações representadas na cúpula de Paris, e em particular com a fixação de um objetivo para limitar o aquecimento global a 1,5 graus para finais de século, existam "as ferramentas" para uma transição a uma economia baixa em carbono e para o abandono das energias fósseis.

"É um acordo histórico que inclui todos os países do mundo, que pela primeira vez se comprometem a reduzir as emissões e a atuar diante da mudança climática", destacou Mohammed Adow, da Christian Aid.

Adow acrescentou que ter conseguido um compromisso constitui "a entrada em uma nova era na qual a mudança climática é levada mais a sério. Agora é inevitável para todos os países entrar em uma transição a um caminho de baixas emissões. Se não fizerem voluntariamente, serão obrigados".

Tim Gore, da Oxfam, concordou que o fato de estabelecer a meta de conter o aquecimento em 1,5 graus centígrados "é uma vitória moral importante", mas que necessita de "um aumento da ação nos próximos anos".

Gore lamentou como uma "grande decepção" que na adaptação às consequências do aquecimento climático não estejam claras as garantias para seu financiamento.

Nessa mesma linha, o representante do Greenpeace constatou que "na questão do financiamento, o texto final (havia) ficado insosso" nas últimas horas de negociação.

Samantha Smith, da WWF, destacou como "muito positivo" que se tenha formalizado o objetivo de 1,5 graus de aumento da temperatura no horizonte de 2100 porque representa um sinal para os governos que "reconheceram a crise" climática e que "o problema é sério".

"Agora o que necessitamos são ações" para reduzir as emissões e poder dispor de mais dinheiro para a adaptação e a mitigação", acrescentou Smith, que insistiu que não se pode esperar e que antes de 2020 seria preciso fixar objetivos mais ambiciosos para cumprir com os 1,5 graus.

Uma grande preocupação -matizou a WWF- é que "não há garantiasw de assistência para os que vão sofrer os impactos climáticos imediatos, especialmente os pobres e vulneráveis".

Por parte da Avaaz, a diretora-executiva, Emma Ruby-Sachs, estimou em comunicado que "o compromisso selado em Paris, se fechado, representa um histórico ponto de inflexão que sinta as bases da mudança para as energias 100% limpas que o mundo quer e o planeta necessita"..

 

EFE   
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