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Reitor da USP quer 10 centros de estudos interdisciplinares até o fim da gestão

Universidade tem hoje sete núcleos nesse modelo, cujo objetivo é fazer pesquisa de ponta

25 abr 2024 - 13h09
(atualizado às 13h12)
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A Universidade de São Paulo (USP), mais importante instituição de ensino superior da América Latina, tem sete centros de estudo ligados à reitoria, organizados em eixos temáticos e com objetivo de serem interdisciplinares. De acordo com o reitor, Carlos Gilberto Carlotti Junior, há espaço para aumentar a quantidade de centros e chegar a dez até o fim de sua gestão, que vai até 2026.

Segundo ele, a intenção do modelo é fazer uma pesquisa de ponta, muitas vezes com agentes externos, que agregue várias áreas do conhecimento e tenha maior autonomia. Os sete centros envolvem temas que vão desde meio ambiente, até saúde, tecnologia e sociedade.

A estrutura de cada um deles inclui comitês gestores, conselhos consultivos e comissões temáticas. Os coordenadores do centro ficarão responsável por buscar financiamento para seu projeto, que envolve recursos de empresas privadas, agências de fomento - como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) - e da própria USP.

Os centros já existiam e, no ano passado, o Conselho Universitário (CO), órgão máximo da instituição, aprovou que fossem ligados à reitoria. De acordo com o reitor, o vínculo com esse órgão permite que os centros tenham maior autonomia administrativa para estabeleceram novos convênios.

O orçamento inicial fornecido pela USP para as atividades dos centros é de R$ 2 milhões. A universidade também é responsável por disponibilizar o espaço físico e do setor administrativos. Mas Carlotti Junior destaca que "os centros têm como principal ação se tornarem financeiramente independentes".

Conheça os sete Centros de Estudo da USP:

  • Amazônia Sustentável (Ceas): o centro busca promover o desenvolvimento sustentável na região amazônica.
  • Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon): a missão do centro é desenvolver soluções inovadoras.
  • Agricultura Tropical Sustentável (Stac): o centro pretende desenvolver diagnósticos e prognósticos sobre segurança alimentar.
  • Gases de Efeito Estufa (RCGI): o projeto intenciona reduzir emissão de gases de efeito estufa e apoiar o Brasil em se consolidar como potência mundial em energia renovável.
  • Tecnologias Convergentes para Oncologia de Precisão (C2P0): busca prover formais mis efetivas e precisas de diagnóstico e tratamento de câncer.
  • Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquinas (CIAAM): busca apoiar a universidade nas atividades ligadas à inteligência artificial e aprendizado de máquina.
  • Observatório das Instituições Brasileiras (COI): analisa o desempenho das instituições do País, que vão da família pelo WhatsApp.

Investimento da Fapesp

A Fapesp criou junto com a USP dois projetos, o CCarbon e o RCGI, segundo informações da própria agência No primeiro, que é mais recente, a fundação prevê investir R$ 40 milhões nos próximos dez anos. Já o RCGI está em operação há nove anos, período no qual Fapesp aportou R$ 46 milhões.

Esse centro também conta com R$ 465 milhões de investimentos vindos de parcerias com as empresas, como Repsol, Petrobras, Petronas, Total Energies e Shell.

A Fapesp também participa de dois Centros de Pesquisa em Engenharia do CIAAM, núcleo de inteligência artificial, onde irá investir um total de R$ 13 milhões.

Apesar de não fazer parte dos outros Centros de Estudo da USP, a Fapesp pode investir em pesquisas dentro deles que estejam dentro de uma das linhas de fomento da agência

Estadão
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