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OMS cria novo grupo para investigar origem da Covid-19

Sago deve ser última chance para descobrir de onde vírus surgiu

14 out 2021 10h22
| atualizado às 10h37
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou um novo grupo de investigação, que contará com 26 especialistas internacionais, para tentar descobrir a origem do coronavírus Sars-CoV-2, o causador da Covid-19.

OMS quer descobrir origens da Covid-19
OMS quer descobrir origens da Covid-19
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Chamado de Grupo de Aconselhamento Científico sobre as Origens dos Novos Patógenos (Sago, na sigla em inglês), o comitê pode ter a "última chance" para descobrir como a maior pandemia dos últimos 100 anos começou, conforme afirma Michael Ryan, diretor para Emergências da OMS.

Já a responsável técnica da OMS, Maria van Kerkhove, disse que a ideia do Sago é analisar com urgência o que se sabe sobre o Sars-CoV-2 e pesquisar a fundo o que ainda é desconhecido, como se o vírus saiu de um animal para infectar os humanos.

"Prevejo que o Sago aconselhará novos estudos na China e, potencialmente, em outros locais. Não há mais tempo a perder sobre isso", acrescentou.

A China já recebeu a visita de duas equipes da OMS, uma delas, com acesso a pontos importantes da cidade de Wuhan, onde o primeiro surto da Covid-19 foi detectado no fim de 2019.

No entanto, a pressão liderada pelos Estados Unidos sobre a organização mundial questiona se Pequim forneceu todos os documentos necessários ou repassou realmente tudo que sabia.

Nesta quarta-feira (13), o embaixador da China nas Nações Unidas, Chen Xu, afirmou que o trabalho do Sago "não deve ser politizado". "Devem ser enviadas equipes para outros locais, acredito que não irão para a China porque já recebemos duas equipes internacionais. É hora de enviar as equipes para outros pontos", afirmou Chen.

Enquanto norte-americanos acusam os chineses de esconderem dados, Pequim afirma que forneceu tudo que foi possível e que a pandemia não começou no país, mas em vários locais ao mesmo tempo. Os chineses dizem que foram eles quem notificaram a OMS pela primeira vez, mas que a cidade de Wuhan recebeu inúmeros estrangeiros no período - inclusive os Jogos Militares - e que o vírus pode ter vindo de outro local.

Enquanto trocam acusações, fato é que até hoje não se sabe se o Sars-CoV-2 fez o chamado "salto de espécies", saindo do mundo selvagem e infectando com eficiência os humanos, e qual o animal que teria sido esse "vetor"; ou se o vírus escapou acidentalmente de um laboratório de alta segurança de Wuhan.

A única certeza que as equipes que foram à China tiveram é que o coronavírus que causa a Covid-19 não é fabricado artificialmente.

Para além da pandemia atual, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o Sago também será fundamental.

"O aparecimento de novos vírus com o potencial de iniciar epidemias e pandemias é um fator natural e, mesmo que o Sars-CoV-2 seja o último vírus desse tipo, ele não será o último da história. Entender de onde surgem os novos agentes patógenos é essencial para prevenir futuras epidemias", acrescentou o chefe da OMS. .
   

Ansa - Brasil   
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