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Ave quetzal está à beira da extinção devido a caça e falta de habitat

5 dez 2015
00h44
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O quetzal, ave símbolo da América Central, está à beira da extinção devido à perda de seu habitat e à caça, segundo Sofía Solórzano Lujano, pesquisadora da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

O saque, o tráfico ilegal e a fragmentação e destruição de seus habitats puseram esta ave à beira da extinção, detalhou o especialista da divisão de pesquisa e pós-graduação da Faculdade de Estudos Superiores (FES) Iztacala da UNAM.

Segundo um comuncado,o quetzal, adaptação de quetzalli, que em língua indígena nahuatl significa "bela pluma brilhante", "está ameaçado por predadores como o tucano verde, esquilos e outros mamíferos noturnos, que atacam seus ovos ou filhotes pequenos".

"Além de corujas, falcões e águias, que matam os adultos", explicou a especialista.

Mas além dos animais, o quetzal tem que evitar a ameaça dos humanos, que os caçam, por causa de suas plumas ou para tentar vendê-los como animais de estimação.

"Após serem capturados, os animais não são capazes de sobreviver em cativeiro e uma vez presos não se alimentam e morrem", disse Sofía.

Também morrem pela perda de seus habitats, situação que propiciou o desaparecimento de quase 70% dos lugares de postagem de ovos, acrescentou a especialista.

O Pharomachrus mcinno, nome científico da ave, vive nas florestas de Oaxaca e Chiapas, no México, assim como nas de Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá.

Sofía lembrou que "sua conservação é complexa", já que como "espécie migratória" requer proteção e conservação não só das florestas de postagem de ovos, mas das de migração.

A poda e conversão destes espaços em cultivos de milho e café, assim como em pastagem para o gado, diminuem suas possibilidades de sobrevivência.

O ave é considerada em perigo de extinção no México e pelo mesmo se estabelece que deva ser protegida.

Os países onde habita, México incluso, assinaram o acordo CITES, que regula o trânsito de espécies ameaçadas e estabelece a proibição de traficar indivíduos desta espécie (vivos ou mortos) ou seus produtos e subprodutos.

Para as culturas do centro e do sul do México era um animal sagrado; os astecas o associavam com Quetzalcoatl e os maias com Kukulkan.

Em ambas as culturas o vínculo era com deidades relacionadas com o céu e a terra. Suas plumas eram tão valorizadas que só sacerdotes e governantes de alta categoria as usavam; exemplo disso é o penacho de Moctezuma.

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EFE   
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