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Após décadas de atraso, Nasa lança telescópio James Webb

O observatório pretende detectar planetas capazes de abrigar vida, além de enxergar as primeiras luzes do Universo e a formação das primeiras estrelas e galáxias

25 dez 2021 10h05
| atualizado às 11h24
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Foguete Ariane 5 com o telescópio espacial James Webb é lançado em Kourou, Guiana Francesa
Foguete Ariane 5 com o telescópio espacial James Webb é lançado em Kourou, Guiana Francesa
Foto: NASA TV

Após décadas de atraso e vários reajustes orçamentários, a bordo do foguete Ariane 5, o telescópio espacial James Webb foi lançado pela agência espacial americana (Nasa) às 9h20 deste sábado, 25. O lançamento ocorreu na base da Agência Espacial Europeia (ESA) em Kourou, na Guiana Francesa.

Às 5h, a Nasa informou que a previsão do tempo estava favorável e que a equipe havia autorizado o abastecimento do Ariane, dando início a contagem regressiva. O foguete europeu teve a função de "medir os ventos de grande altitude com a ajuda de balões para garantir a segurança absoluta do lançamento".

Por volta das 9h50, o motor do estágio superior do foguete europeu se desligou e o telescópio se separou. "Webb, agora, está voando sozinho", informou a Nasa.

Aproximadamente 30 minutos após o lançamento, o painel solar do telescópio já havia começado a se abrir. Função concluída também pelas 9h50. Agora, ele tem uma longa viagem de 1,5 milhão de quilômetros pela frente.

Agora, ele tem uma longa viagem de 1,5 milhão de quilômetros pela frente, até Lagrange Point 2. Como vai orbitar o Sol, o telescópio conta com a proteção de um escudo solar do tamanho de uma quadra de tênis - cuja função é criar uma diferença de temperatura entre os lados frio e quente da nave e manter o observatório a 233ºC .

Na transmissão ao vivo do lançamento, o administrador da Nasa Bill Nelson disse que este é um "bom dia para o planeta Terra". Ele declarou que o telescópio vai proporcionar uma viagem no tempo para "o começo do Universo", e descobrir "coisas incríveis que nunca imaginamos".

James Webb

Desenvolvido pela Nasa, com a colaboração da ESA e da Agência Espacial Canadense (CSA), o observatório pretende detectar planetas capazes de abrigar vida, além de enxergar as primeiras luzes do Universo e a formação das primeiras estrelas e galáxias logo após o Big Bang - a explosão primordial que deu origem a tudo. Com 30 anos de atraso, os recálculos orçamentários levaram a missão a um custo final inédito: R$ 51 bilhões.

Projetado para ser o substituto do telescópio Hubble - lançado em 1990 e ainda em funcionamento -, o James Webb é um instrumento bem maior, muito mais complexo e com metas mais ambiciosas. O novo telescópio não vai estudar a parte visível do espectro eletromagnético como fazem o Hubble e observatórios em operação na Terra. O JW captará a radiação em infravermelho.

Estadão
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