Cidade do Sertão de Pernambuco lidera produção de uvas e impulsiona exportações brasileiras
Petrolina, no Sertão de Pernambuco, lidera a produção de uvas de mesa no Brasil e impulsiona exportações para dezenas de países a partir do Vale do São Francisco.
Localizada no Sertão de Pernambuco, a cidade de Petrolina se tornou uma das maiores referências da fruticultura brasileira. Conhecida nacionalmente pela produção de frutas irrigadas, o município ocupa posição de destaque na produção de uvas de mesa e é um dos principais motores das exportações agrícolas do país.
Às margens do Rio São Francisco, Petrolina transformou uma região marcada pelo clima semiárido em um dos mais modernos polos agrícolas do mundo. O resultado desse processo é uma produção capaz de abastecer o mercado nacional durante todo o ano e alcançar dezenas de países.
Vale do São Francisco revolucionou a produção agrícola
O desenvolvimento da agricultura irrigada permitiu que Petrolina e cidades vizinhas se tornassem protagonistas na produção de frutas frescas. Diferentemente de outras regiões produtoras, onde as colheitas dependem das estações do ano, o Vale do São Francisco consegue realizar múltiplas safras graças ao uso da irrigação e da tecnologia aplicada ao campo.
Atualmente, a região produz cerca de 236 mil toneladas de uvas por ano, consolidando Petrolina como um dos maiores centros produtores de uvas de mesa do Brasil.
Além da quantidade produzida, a qualidade da fruta também chama atenção. As uvas cultivadas no Sertão pernambucano são exportadas para mercados exigentes da Europa, América do Norte, Ásia e Oriente Médio.
Produção de uvas movimenta economia e gera empregos
A cadeia produtiva da uva representa uma das principais atividades econômicas da região. Segundo estimativas de órgãos ligados ao setor agrícola, milhares de empregos diretos e indiretos são gerados ao longo de toda a cadeia, desde o plantio até a exportação.
O impacto econômico vai além das fazendas. Empresas de logística, embalagens, transporte, pesquisa e comercialização também se beneficiam da força da fruticultura irrigada.
Especialistas apontam que entre 200 mil e 250 mil pessoas dependem direta ou indiretamente das atividades agrícolas desenvolvidas no Vale do São Francisco.
Fazendas de referência colocam Petrolina no mapa mundial
Entre os empreendimentos de destaque está a Fazenda Agrivale, instalada em Petrolina desde 1997. Com cerca de 370 hectares cultivados, a empresa é reconhecida pelo elevado número de certificações de qualidade e exporta para mais de dez países.
Outro gigante do setor é o Grupo Labrunier, considerado um dos maiores produtores de uvas de mesa do Brasil. Com operações distribuídas entre Petrolina, Lagoa Grande, Casa Nova e Juazeiro, a empresa cultiva mais de 880 hectares e produz mais de 20 mil toneladas anuais de uvas, especialmente variedades sem sementes destinadas ao mercado internacional.
Exportações fortalecem protagonismo da região
O desempenho da fruticultura irrigada colocou Petrolina e o Vale do São Francisco entre os principais polos exportadores do agronegócio brasileiro.
De acordo com dados do setor, a região responde por grande parte das exportações nacionais de uvas e mangas. Em 2024, frutas produzidas no Vale chegaram a mais de 50 países, movimentando aproximadamente US$ 1 bilhão em negócios internacionais.
Além das uvas, a região também se destaca na produção de manga, goiaba, banana, coco e acerola, fortalecendo ainda mais a economia local.
Tecnologia e inovação impulsionam crescimento
O sucesso da produção agrícola no Sertão pernambucano também está ligado ao investimento em pesquisa e inovação. Instituições como a Embrapa Semiárido e centros universitários contribuem para o desenvolvimento de novas técnicas de cultivo, manejo hídrico e controle de qualidade.
Essa combinação entre tecnologia, clima favorável e disponibilidade de água transformou Petrolina em um exemplo de desenvolvimento agrícola sustentável no semiárido brasileiro.
Hoje, a cidade não é apenas uma das maiores produtoras de uvas do país. Petrolina se consolidou como símbolo da força do agronegócio nordestino, mostrando como inovação e planejamento podem transformar uma região em referência mundial na produção de frutas frescas.
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