Conversas de Vorcaro citam Anitta apenas em reunião de negócios, não em relacionamento amoroso
EM MENSAGEM DIVULGADA PELO PORTAL METRÓPOLES, DONO DO BANCO MASTER DISSE À NAMORADA QUE PARTICIPARIA DE UM ENCONTRO COM A CANTORA, O IRMÃO DELA E EMPRESÁRIOS DE BETS
O que estão compartilhando: que conversas vazadas revelariam que a cantora Anitta e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tiveram um relacionamento romântico.
O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Nenhuma das conversas de Vorcaro divulgadas até o momento indicam um relacionamento com Anitta. A artista foi citada apenas quando o banqueiro falava sobre uma reunião com empresários do setor de apostas esportivas. Procurada, a assessoria da cantora afirmou que a postagem analisada pelo Verifica é "totalmente falsa".
Saiba mais: Publicações nas redes sociais descontextualizam mensagens trocadas entre Vorcaro e a então namorada, Martha Graeff. Em conversa registrada em 9 de setembro de 2024, divulgada pelo portal Metrópoles, o banqueiro disse que articulava um encontro com a cantora e o irmão dela, Renan Machado, além de empresários ligados ao segmento de bets.
"A Anitta vai vir agora com o irmão dela. Vamos fazer uma reunião bem rápida, de no máximo uma hora. Já falei que às 22h todo mundo out (fora), porque tenho jantar com o amor da minha vida", diz a mensagem de Vorcaro, de acordo com o portal Metrópoles.
Em nota enviada ao Metrópoles, a assessoria da cantora afirmou que ela não fechou qualquer tipo de acordo com Vorcaro. O empresário é dono do Banco Master e do Will Bank, que tiveram a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
"Anitta, como empresária de sua própria carreira, sempre fez questão de participar diretamente e efetivamente das reuniões de negociação com os representantes de marcas interessados em tê-la como garota propaganda", diz a nota. "Com o Will Bank, após o encontro, a contratação não seguiu adiante".
A Operação Compliance Zero está na terceira fase, deflagrada pela Polícia Federal em 4 de março de 2026. Vorcaro foi preso novamente nessa fase da operação.
A defesa de Vorcaro afirmou na ocasião que o banqueiro colaborou "de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça".
Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura suspeitas de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa no sistema financeiro.
Essa nova fase foi autorizada pelo ministro André Mendonça, em sua primeira decisão como relator do caso. O inquérito havia sido redistribuído a ele em fevereiro, após o ministro Dias Toffoli deixar a relatoria em meio a suspeitas de ligação com o banqueiro investigado.
Vorcaro havia sido detido na primeira etapa da investigação, iniciada em novembro de 2025. A operação segue em andamento.