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Catar, Bahrein e Emirados Árabes são alvos de mísseis do Irã

Entenda os detalhes da ofensiva de Teerã contra as capitais árabes e como o fim do prazo diplomático coloca o mundo em alerta máximo

7 abr 2026 - 18h50
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O Oriente Médio vive momentos de extrema tensão nesta terça-feira (07), com o Irã lançando uma ofensiva coordenada contra diversos países vizinhos. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos relataram ataques de mísseis e drones em seus territórios, ocorridos poucas horas antes do fim de um prazo diplomático crucial para um novo acordo na região. Segundo informações do portal g1, explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde destroços de mísseis interceptados deixaram quatro feridos, incluindo uma criança. No Iraque, chamas foram avistadas em instalações americanas próximas ao aeroporto de Bagdá, que também serviram de alvo para os projéteis iranianos.

A resposta dos países vizinhos foi imediata, com o acionamento de protocolos de emergência nacional
A resposta dos países vizinhos foi imediata, com o acionamento de protocolos de emergência nacional
Foto: Alexi Rosenfeld/Getty Images / Perfil Brasil

A resposta dos países vizinhos foi imediata, com o acionamento de protocolos de emergência nacional. O Ministério do Interior do Bahrein disparou sirenes em todo o país, orientando que "os cidadãos e residentes são aconselhados a manter a calma e dirigir-se ao local seguro mais próximo". Nos Emirados Árabes Unidos, as forças de defesa confirmaram estar atuando contra uma combinação de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones. No Kuwait, o regime ordenou um toque de recolher rigoroso, permitindo que moradores saiam de casa apenas em situações de absoluta necessidade. A mídia estatal de Teerã já havia alertado que áreas na Arábia Saudita e em outros países do Golfo seriam declaradas zonas militares a partir das 16h30 (horário de Brasília).

No campo diplomático, as declarações elevaram o tom para um nível terminal nas redes sociais, com alertas de que uma retaliação em larga escala poderá ocorrer ainda nesta noite caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz. O enviado de Teerã na ONU, Amir-Saeid Iravani, reagiu prontamente durante uma sessão do Conselho de Segurança. Iravani afirmou que as ameaças ocidentais constituem "incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio", garantindo que o Irã não ficará de braços cruzados e exercerá seu direito de autodefesa com medidas proporcionais. A retórica de guerra ocorre em meio a ataques contínuos de Teerã contra o território israelense, intensificados após a morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária.

A comunidade internacional observa com temor o encerramento das negociações, que exigem a reabertura imediata das rotas de comércio de petróleo. Autoridades americanas condenaram o regime iraniano, que completa 47 anos no poder, afirmando que, embora não se deseje o pior, um conflito direto se torna cada vez mais provável diante da falta de concessões. Com o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz e a chuva de mísseis sobre capitais árabes, o mundo aguarda as próximas horas para saber se haverá uma resposta militar em escala total, o que poderia mergulhar o planeta em uma crise energética e humanitária sem precedentes na história moderna.

Perfil Brasil
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