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Câmara aprova reforma trabalhista de Javier Milei na Argentina; veja os próximos passos

O governo negociou cerca de 30 alterações no texto original para garantir aprovação rápida na Câmara dos Deputados em meio aos tumultos no país

20 fev 2026 - 11h29
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Sob um clima de intensa ebulição social e política, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a reforma trabalhista articulada pelo governo de Javier Milei.  O texto já havia recebido o aval do Senado. No entanto, retorna para mais uma rodada de análises.

Javier Milei
Javier Milei
Foto: Getty Images / Perfil Brasil

 Essa necessidade de revisão surgiu após o Executivo retirar do projeto um dos pontos mais polêmicos, que previa a redução de 50% na remuneração de trabalhadores em casos de acidentes ocorridos fora do ambiente profissional. Considerada uma das reestruturações mais profundas na legislação laboral do país desde o período da redemocratização, a proposta é defendida pelo governo como uma ferramenta essencial para atualizar regras consideradas rígidas e obsoletas. O objetivo é a redução de custos operacionais e o incentivo à formalização do mercado de trabalho.

Por outro lado, o projeto enfrenta forte resistência de setores críticos que argumentam que as mudanças podem fragilizar as relações entre patrões e empregados, aumentando a insegurança jurídica e enfraquecendo o poder de negociação dos sindicatos, especialmente para os trabalhadores de baixa qualificação. Este momento representa um dos marcos mais decisivos da gestão Milei desde sua posse. Entre os itens que permanecem no texto aprovado estão a flexibilização do regime de férias e a possibilidade de implementação de jornadas de trabalho de até 12 horas.

Teste de fogo para Javier Milei: veja como foi a votação

O processo de aprovação na Câmara foi marcado por um clima de intensa hostilidade e debates acalorados. A sessão, iniciada às 14h, registrou episódios de confusão e trocas de provocações diretas no plenário, como as críticas de Germán Martínez, chefe do bloco União pela Pátria, que confrontou duramente a presidência da Casa ocupada por Martín Menem. Durante a noite, o embate político se intensificou com manobras regimentais da oposição para tentar devolver o projeto às comissões técnicas, o que foi prontamente rebatido por aliados do governo com pedidos de aceleração da votação, evidenciando a polarização extrema que cerca a pauta econômica argentina.

O debate ocorre simultaneamente a uma greve geral liderada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), evidenciando a forte resistência aos pontos centrais da proposta, como os já citados:  flexibilização do período de férias e a possibilidade de jornadas de trabalho estendidas para até 12 horas.

Perfil Brasil
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