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Brasileira morta em vulcão sofreu trauma e hemorragia e morreu em 20 minutos após sofrer ferimentos

27 jun 2025 - 09h18
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A brasileira Juliana Marins, que caiu durante uma escalada no Monte Rinjani, morreu pouco depois do impacto, conforme apontou o laudo da autópsia divulgado por autoridades indonésias nesta sexta-feira (27). A análise constatou que o óbito foi provocado por trauma contundente, com lesões internas e hemorragia.

A publicitária Juliana Marins sofreu um acidente fatal no Monte Rinjani
A publicitária Juliana Marins sofreu um acidente fatal no Monte Rinjani
Foto: Reprodução/Instagram / Perfil Brasil

O corpo de Juliana chegou ao Hospital Bali Mandara na manhã de quinta-feira (26), após ser transferido por ambulância da província de Nusa Tenggara Ocidental, onde está localizado o segundo vulcão mais alto da Indonésia. O exame foi realizado na mesma noite.

A morte da brasileira poderia ter sido evitada?

"Encontramos arranhões e escoriações, bem como fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento", afirmou Ida Bagus Alit, especialista forense responsável pelo procedimento.

"A vítima sofreu ferimentos devido à violência e fraturas em diversas partes do corpo. A principal causa de morte foram ferimentos na caixa torácica e nas costas", disse o médico.

A equipe médica descartou sinais de hipotermia e reforçou que não havia marcas que indicassem sobrevivência prolongada. "Por exemplo, havia um ferimento na cabeça, mas nenhum sinal de hérnia cerebral. A hérnia cerebral geralmente ocorre de várias horas a vários dias após o trauma. Da mesma forma, no tórax e no abdômen, houve sangramento significativo, mas nenhum órgão apresentou sinais de retração que indicassem sangramento lento. Isso sugere que a morte ocorreu logo após os ferimentos", explicou Alit.

Segundo a estimativa do perito, o intervalo entre os ferimentos e a morte foi de cerca de 20 minutos. A precisão da hora do óbito, porém, pode ter sido afetada pelo transporte do corpo em ambiente refrigerado.

Juliana caiu no sábado (21) e só foi localizada na quarta-feira (25). O resgate enfrentou atrasos devido ao mau tempo e às dificuldades do terreno montanhoso. A demora gerou críticas no Brasil e mobilizou familiares da jovem nas redes sociais.

"Juliana sofreu negligência grave por parte da equipe de resgate. Se a equipe de resgate tivesse conseguido salvá-la dentro das sete horas estimadas, Juliana ainda estaria viva", escreveu a conta do Instagram @resgatejulianamarins, que representa a família.

"Juliana merecia mais! Agora buscaremos justiça para ela, porque é isso que ela merece!", acrescenta o perfil.

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