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Valdemar diz que 'não gostou' de carta de Flávio e que Bolsonaro 'não sabia' de fuga

Chefe do PL se reuniu com o ex-presidente em prisão domiciliar

29 out 2026 - 13h38
(atualizado às 14h13)
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Resumo
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reprovou a carta golpista de Flávio Bolsonaro e afirmou que Jair Bolsonaro não sabia da fuga do filho para os EUA. Após ser derrotado por Lula e intimado pelo STF a entregar os passaportes por suspeita de lavagem de dinheiro, o senador fugiu para Miami. De lá, divulgou um manifesto autodeclarando-se "líder do Brasil" e contestando o pleito, ato que foi rejeitado por Valdemar e por aliados como Tarcísio de Freitas, que defenderam o resultado das urnas.

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, disse que "não gostou" da carta em que o candidato derrotado Flávio Bolsonaro se autoproclama "líder do Brasil" e revelou que Jair Bolsonaro "não sabia" da fuga de seu filho mais velho para os Estados Unidos.

Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto em encontro em março de 2025
Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto em encontro em março de 2025
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Valdemar visitou o ex-presidente em sua prisão domiciliar nesta quinta-feira (29), em Brasília, um dia depois de Flávio desembarcar em Miami e publicar uma carta de teor golpista na qual não reconhece sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 25 de outubro.

Questionado por jornalistas sobre o documento ao chegar à casa de Bolsonaro, o chefe do PL respondeu: "Não gostei". Após a visita ao ex-presidente, o dirigente foi abordado pela imprensa novamente e afirmou que "ninguém aprova" a postura de Flávio.

Ao ser perguntado se o senador havia comunicado ao pai, Valdemar garantiu que Bolsonaro "não sabia" do plano de fuga. "Nem o Bolsonaro sabia que ele ia, ninguém sabia", acrescentou.

Flávio esteve com o ex-presidente na última segunda-feira (26), um dia após a vitória eleitoral de Lula. Ao deixar a casa do pai, foi intimado pela Polícia Federal a entregar todos os seus passaportes, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga o senador por suspeita de lavagem de dinheiro no "caso Willer Tomaz".

O ex-presidenciável, no entanto, descumpriu a determinação da PF e, no dia seguinte, fugiu para a Argentina, onde embarcou em um avião rumo a Miami, nos EUA. Depois de chegar ao território americano, publicou uma carta na qual se definia como "presidente eleito", mas em seguida recuou e divulgou uma nova versão, agora se apresentando como "líder do Brasil".

Os aliados de Flávio, no entanto, não endossaram a carta golpista e defenderam o respeito ao resultado das urnas, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cotado para concorrer ao Planalto pela direita em 2030.

Ansa - Brasil
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